quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Exemplos de sistemas de tutoria




Na Educação a Distância é necessário que o planejamento e as atividades estejam em sintonia, do contrário pode ocorrer um distanciamento entre o professor e o aluno, fazendo com que o último se sinta isolado e desamparado. É neste momento que o(a) tutor(a) se faz presente, atuando como um elo entre professor, material didático e aluno, tornando qualitativo o processo de ensino-aprendizagem.

 

Leia atentamente o documento “Exemplos de sistemas de tutoria” e escolha dois sistemas de tutoria, justificando a sua escolha e pontuando o que há de positivo e negativo em cada um deles. Agora, imagine que você está implementando EaD em sua instituição e escolha um entre os sistemas apresentados, justificando sua escolha, ou, se preferir, elabore um sistema de tutoria com as características que julgar mais interessantes.

Atenção: você deve explicitar em que tipo de instituição está pensando, afinal, um curso preparatório tem características distintas de um curso de pós-graduação, ou de formação continuada dos funcionários de uma empresa, por exemplo.

TAREFA:

A partir da proposta de trabalho da semana, foram apresentados vários tipos de Tutorias, por meio do texto “Exemplos de Sistemas de Tutorias”. Escolho como proposta os exemplos: Instituição B e Instituição C, por serem bem diferentes. O projeto da Instituição B sugere uma proposta com poucos recursos tecnológicos, pouca interação, enquanto o da Instituição C sugere mais proximidade entre os diversos componentes que atuam nesse cenário. Importante ressaltar que ambos possuem pontos negativos e positivos. Vamos ao quadro:

INSTITUIÇÃO B:

Descrição:

Na instituição B há apenas a tutoria a distância, e existe um único tutor para turma com cerca de 400 alunos. O tutor cria um fórum de dúvidas por mês, não há discussão sobre o conteúdo, apenas espaço para apresentar e sanar dúvidas. Há também um plantão semanal de tutoria por telefone, na coordenação do curso, e um chat semanal, sobre o conteúdo tratado em cada semana.

 

PONTOS POSITIVOS
PONTOS NEGATIVOS
Existe tutoria a distância
Existe apenas um único tutor para uma turma de 400 alunos
Há um espaço para apresentar e sanar dúvidas
Não há discussão sobre o conteúdo
Há um chat semanal
Um novo conteúdo é abordado por semana.

 

INSTITUIÇÃO C:

Descrição:

 

Na instituição C há a tutoria a distância e a presencial. Cada tutor a distância é responsável por um grupo de cerca de 30 alunos, e não necessariamente acompanha este grupo em mais de uma disciplina. É o tutor a distância quem media as discussões em fóruns temáticos que duram, de modo geral, uma semana. O tutor a distância deve acessar a plataforma todos os dias, e tem, no máximo, 24h para responder seus alunos. Além da mediação das discussões no fórum, é também o responsável pela correção das tarefas e lançamento de notas. Não há plantão telefônico e os tutores trabalham a partir de suas casas ou qualquer outro lugar, mas não na coordenação do curso.

 

Nesta instituição o tutor presencial tem a função de orientador pedagógico, acompanhando o desenvolvimento do aluno, tirando suas dúvidas administrativas sobre o curso, fazendo relatórios sobre frequência dos alunos (no polo e na plataforma) e tirando dúvidas genéricas sobre a plataforma e peculiaridades do curso. O tutor presencial não tira dúvidas de conteúdos explorados nas disciplinas.

 

 

 

PONTOS POSITIVOS
PONTOS NEGATIVOS
Há uma tutoria presencial e uma tutoria a distância
Apenas os tutores a distância são responsáveis pela correção de trabalhos e lançamentos de notas
O tutor a distância é responsável por um grupo de aproximadamente 30 alunos.
O tutor a distância deve responder seu aluno em até 24 horas.
Há fóruns de discussão
Não há plantão telefônico
O tutor presencial tem a função de orientador pedagógico
O tutor presencial não tira dúvidas sobre conteúdos explorados nas disciplinas

 

O tutor ter que responder a pergunta do seu aluno em até 24 horas, por exemplo, pode ser um ponto positivo para o aluno, pela certeza da rapidez e prontidão em receber um posicionamento a respeito da sua dúvida, já para o tutor pode representar um ponto negativo, se num grupo numeroso, um número razoável de alunos enviarem solicitações constantemente, o tutor terá que redobrar sua atenção e dispor de um tempo maior para responder a todos dentro do prazo estabelecido.

Para programar um Curso de Educação a Distância em uma instituição privada, eu escolheria o sistema da Instituição D.

 

INSTITUIÇÃO D:

 

Descrição:

 

Nesta instituição os tutores atuam ao mesmo tempo à distância e presencialmente, pois não há polos de apoio presencial, a menos da própria instituição. Os tutores colaboram com os professores no planejamento e dinâmica da disciplina. Eles são responsáveis pelo acompanhamento do plano de estudo do aluno, de seu ingresso no curso até a sua conclusão, estabelecendo com este uma parceria corresponsável na construção do conhecimento para o desenvolvimento de suas atividades.

 

 Os tutores encontram-se disponíveis todos os dias da semana (exceto finais de semana e feriados) na instituição, atendendo o aluno por meio das ferramentas de comunicação e interação do ambiente virtual de aprendizagem, correio-eletrônico e telefone.

 

 É ainda responsabilidade dos tutores acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos, tirando dúvidas sobre o conteúdo do material instrucional e esclarecendo os exercícios propostos. Além disso, eles desenvolvem atividades presenciais junto ao corpo discente do curso, colaborando com o professor no desenvolvimento das ações propostas nos encontros presenciais.

 

A correção das avaliações, tais como exercícios, projetos, atividades presenciais e provas são de responsabilidade dos professores. Assim como a realização das atividades online, tais como fóruns de discussão e chats.

 

A escolha por outro modelo de tutoria resultou na Instituição D, sendo esta governamental, na modalidade EAD, semipresencial, com cursos de graduação e pós-graduação, porque esta mostra um sistema de tutoria bastante abrangente; apesar de não apresentar polo de apoio presencial ( somente na própria instituição ) , há muitos pontos relevantes; como por exemplo, a integração e parceria entre tutores e professores, assim como todo processo de acompanhamento e desenvolvimento do aluno. Outro ponto importante é a disponibilidade do tutor na instituição, fazendo o atendimento ao aluno através dos mais variados meios de comunicação.

 

Acredita-se que, para gerenciar uma prática educativa diferenciada, depende-se essencialmente dos aspectos humanos, das relações sociais, da capacidade de comunicação, negociação e inclusão estabelecidas, acrescidas da seleção e definição dos elementos tecnológicos para se possibilitar uma formação qualitativa, acompanhados da elaboração criteriosa do projeto pedagógico de um curso EAD.

 

Percebe-se a necessidade de maior investimento e atualização permanente de todos os componentes da instituição, promovendo novas propostas curriculares e novos métodos de ensino. Assim, promove-se maior interação e ou renovação das práticas educativas, através de uma gestão inovadora. Somente esta poderá permitir o compartilhamento de decisões por todos os sujeitos envolvidos. As avaliações não estão limitadas apenas as provas e trabalhos, mas as atividades presenciais ou projetos, o que abre um leque de possibilidades para avaliar o aluno sobre diferentes perspectivas. Ao término de cada fórum é indicado que o tutor faça um apanhado das principais ideias elencadas durante a interação/ discussão ocorrida no mesmo de maneira a construir uma síntese para os alunos do assunto discutido.

 

Entendo que em um curso virtual é necessário ao aluno possa definir quanto tempo irá dedicar à leitura e a organização dos estudos, sendo sugerido pelo tutor o trabalho com agenda de atividades, no qual poderão ser definidos seus horários de atendimento ao aluno. Assim, ao trabalhar com uma agenda o tutor demonstra a importância do planejamento, demonstrando para os alunos o interesse em apoiá-lo a executar as suas tarefas.

 

Essa metodologia contribui para um constante feedback das atividades, de maneira a orientar a execução do exercício, antes, durante e depois de seu desenvolvimento, criando um ambiente harmônico e comunicativo.

 

Sabemos que superar a distância e escolher o tom adequado, simples e amistoso, para as orientações no ambiente, assim como as sugestões e cobranças aos alunos não é tarefa fácil.

 

Acredito que o modelo de tutoria da Instituição D, poderia aplicar, inclusive, a outros tipos de cursos e instituições, além da modalidade de ensino a distância, esse modelo de tutoria poderia adequar-se de acordo com a demanda e necessidade de qualquer outro curso.

 

 

 

 
 

REFERÊNCIA:

 

ESQUINCALHA, A.C & GIANNELLA, T. R.  Exemplos de Sistemas de Tutoria . 2010

O papel da tutoria em ambiente de EaD



 O texto “O papel da tutoria em ambiente de EaD” traz treze sugestões apresentadas pelas autoras para o(a) professor (a) que deseja atuar como tutor(a). Dentre as sugestões aqui apresentadas, limitar-me-ei a falar sobre: conhecer o ambiente online, conhecer os seus aprendizes e desenvolver comunidades de aprendizagem. Esses itens fazem parte de um repertório de atividades que o tutor deve desempenhar, tendo como centro o aluno e a sua relação com o meio.

A atuação do tutor online pressupõe uma constante interação no processo de ensino aprendizagem dos alunos em sua sala de aula virtual. A missão do tutor online vai além do cumprir tarefas, cabe a ele facilitar a mudança de postura do aluno, que o torne mais ativo, participativo , autônomo e investir na atualização científica, técnica e cultural, como ingredientes do processo de formação permanente. Este professor precisa colocar sua autoformação, como requisito principal, para usar as novas tecnologias que virão.

Estando a titulação de tutor resinificada, este sujeito do processo de ensino e aprendizagem torna-se essencial, podendo ser considerado como o elo que auxilia na relação entre o aluno, o curso e o professor, permitindo alcançar o sentido prático da expressão “ensinar e aprender”.

Sancho (1998) “assinala que nos Sistemas de formação a distância não se prescinde do professor, ao contrário, este passa a ser imprescindível, o elemento-chave para o sucesso da aprendizagem”.

As orientações pertinentes quanto a função do tutor, apresentadas por diversos autores, nos faz reconhecer que no ambiente online, o tutor conduz a aproximação, o acompanhamento das necessidades dos participantes e da necessidade de estar a par do contexto educativo que foi sendo construído. Assim, o conceito de tutor absorve a figura de educador e professor. O fator interação, afetividade, parceria torna-se ingredientes preponderantes no enfrentamento de futuras questões a serem resolvidas. Como afirma Maia (1998), “ não se deve identificar distância física com distanciamento pessoal”.

 O ambiente de trabalho de um tutor online, pressupõe o estabelecimento de um diálogo constante, aberto e próspero em busca de uma produção de novos saberes, ampliando o conhecimento, propondo uma prática educativa criativa. Nesse ambiente muitas são as propostas de trabalho, como por exemplo: fórum, chats, wiki, etc.

Portanto, professor é quem motiva, traz o aluno à reflexão e cria oportunidades no ambiente online de aprendizagem que ajuda na auto-organização, tarefa fundamental no processo de ensino-aprendizagem. O aluno espera por estas orientações e cabe ao professor ajudá-lo a conquistar novas informações. Em outras palavras, o professor ajuda ao aluno a ser um pesquisador, diminuindo as limitações de um curso online, onde o face a face não acontece.

Cabe ao professor online conhecer os seus aprendizes, as características do aluno, a interação com os seus pares e professores. Existe também a necessidade dos alunos virtuais compreenderem que a sua contribuição nas atividades desenvolvidas por meio das ferramentas síncronas e assíncronas, fazem parte de um aspecto de sua responsabilidade, possibilitando o acontecimento tecnológico como mais uma ferramenta no trabalho à distância.

Outro passo importante é que o professor online deve ensinar aos seus alunos a serem alunos online, isto é, a constituírem esses diálogos, a levarem as ideias trazidas pelos colegas em suas próprias reflexões e construções, fazendo também uma costura textual. Reconhecer a importância da diferença entre um curso presencial e o curso online, é tarefa que exige do tutor uma atuação diferente daquela que acontece em uma sala de aula presencial. Portanto, exige que o aluno tenha um acompanhamento constante, que tenha liberdade na utilização das ferramentas de comunicação, horário flexível, comunicação mediada pelo ambiente virtual. Continuar motivando o aluno e incentivá-lo a conquistar novas referências de trabalho, o conduzirá a uma aprendizagem independente. Desta maneira, o professor tutor pode sugerir alterações na forma como o aluno desenvolve os estudos, criando situações diferenciadas de aprendizagem de acordo com as necessidades individuais.

Ao desenvolver grupos de trabalhos, está diretamente envolvido com a formação de comunidade, ampliando o conhecimento em diversas áreas. Faz parte da construção de um diálogo permanente, ora com quem ensina e ora com quem aprende, criando uma relação ao uso das tecnologias e construindo novas abordagens a respeito de aprendizagem no ensino a distância. O professor é responsável por facilitar e dar espaço aos aspectos pessoais e sociais da comunidade. Portanto, compreende-se que novas comunidades online surgem, à medida que os alunos forem instigados a conhecer a concepção e efetivação de uma aprendizagem significativa. Torna-se importante também reconhecer que as comunidades virtuais possuem elementos que unem os estudantes em seus objetivos comuns, trazendo novos valores e colocando a aprendizagem significativa em jogo.

Compreende-se a importância do tutor observar todas as variáveis dos atos de ensinar e aprender da educação. Para isso, é solicitado aos professores que promovam a otimização da utilização de recursos didáticos que enfatizem um modo de aprender crítico e criativo. Cabe, neste sentido, aos professores, manter a atenção e disposição em assumir novos desafios do seu fazer pedagógico.

Referência:

Coelho,Cláudio Ulysses Ferreira, Haguenauer, Cristina- As Tecnologia da Informação e da Comunicação e sua influência na mudança do perfil e da postura do professor- LATEC, UFRJ,1999.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O papel do professor em contextos de ensino on-line




Nos últimos anos tornou-se fundamental compreender as questões educacionais que estão relacionadas às demandas da formação do professor em determinada área, a sua competência no ensino a distância e presencial e o desenvolvimento dessas competências.

No artigo de Lina Morgado, “O papel do professor em contextos de ensino on-line: problemas e virtualidades”, as TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação)  são apresentadas severas críticas sob a dimensão do grupo em relação aos objetivos do curso.

 É também observada a dificuldade que o professor e o gestor possuem no comando de suas atividades, seja nos aspectos pedagógicos ou gerenciais, na produtividade e na comunicação num ambiente assíncrono, requerendo um espaço planejado com uma efetiva comunidade de aprendizagem comprometida com uma abordagem construtivista.

Os estudos atuais apresentam que atender a uma grande demanda de intenções requer ações voltadas a mediação participativa, instigadora e afetiva baseada em projetos de trabalhos contextualizados, como fator preponderante para uma pedagogia de sucesso, independentemente do contexto de atuação. Alguns fatores são importantes para construção de um contexto de aprendizagem na EAD, tais como: “visibilidade, feedback, materiais e permanência”, sendo estes gerenciado pelo professor.

Entretanto, neste trabalho será apontado dentre muitas competências que o professor possui somente algumas a título de compreensão, pois na verdade uma competência leva a outra e mais outra. Difícil até de apontar quando uma começa e a outra termina.

Mas primeiro é necessário que se compreenda o conceito de competência, este apoiado em “Perrenoud (2000), que se baseando nos principais princípios de Piaget, definiu as competências como:

... faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar com pertinência uma série de situações, podendo desta forma abranger a competência para o trabalho e a competência para a vida.”

A educação virtual, vê o seu sucesso depender não só da inovação no campo tecnológico, mas, sobretudo dos fatores de “natureza pedagógica e organizacional” em todo sistema educacional.

Neste sentido, percebe-se que o compromisso para a EAD, está em responder os desafios de sua concepção didática, que fundamentam as práticas pedagógicas, pautadas em competências como: competência técnica, estímulo à participação, prática pautada na interatividade, motivação de aprendizagem e autonomia intelectual, e algumas pautadas no desenvolvimento de um processo de construção de conhecimento. O centro da aprendizagem nesta concepção é o aluno, em uma constante mudança de papéis entre quem ensina e quem aprende.  Este tem como base as suas vivências e experiências prévias, que por meio da interação sejam alcançados novos significados, experiências e conhecimentos.

Ao professor são oportunizadas novas vivências de interação e trocas com seus alunos, cabendo-lhes uma ação mediadora entre o conhecimento científico e aquele trazido pelos alunos.

Compreende-se que os desenvolvimentos das práticas educativas contando com o suporte da competência técnica levaram a uma progressiva melhoria da orientação das ações pedagógicas, gerando novas experiências, como por exemplo, a realização de trabalhos interdisciplinares, integrando profissionais de diferentes áreas do conhecimento e interage com os vários elementos no trabalho em equipe na elaboração de um ambiente virtual de aprendizagem.

Desta forma, o modelo de educação na modalidade a distância está associado ao fato do modelo pedagógico tradicional não conseguir atender as novas demandas educacionais.

Os estudos realizados no ambiente virtual, centrados no papel do professor, são muitos, demonstrando que embora se apoiem no papel pedagógico, o professor deve “desenvolver” as competências e suas habilidades, em diferentes áreas. Estas devem ter a sua intervenção, podendo ser equacionadas de modo a englobar os aspectos que suportam o processo de aprendizagem, desde a motivação de aprendizagem que estão relacionadas à técnica de aprendizagem e a facilitação da aprendizagem: “fazendo perguntas, dando exemplos e modelos, orientando os estudos na exploração de outra fonte de informação, estimulando os estudantes para a justificação/explicação e elaboração das suas ideias, dando feedback , procedendo à estruturação cognitiva das tarefas”, fazendo parte de como o professor elabora o seu saber pedagógico e de como deve proceder no ambiente virtual.

Essas competências vão mudando ao longo do trabalho à medida que este professor consolide a sua experiência tutorial e junte a experiência trazida dos cursos presenciais para o ambiente online. O saber se consolida quando absorve a concepção e planificação do curso, bem como os instrumentos de apoio à formação de professores no curso online. As competências se apresentam no ensino como: motivação de aprendizagem: que o conduz a um livre acesso ao tutor, encorajando-o a participação e oferecendo apoio ao estudante; a prática pautada na interatividade: sendo desenvolvida como elemento de coesão, cultura do grupo e modos sistematizados do trabalho online e desenvolvendo a empatia no grupo, partilha de informação: encorajamento de todos participantes a contribuir para a discussão do tema trabalhado. E a interação entre diferentes conhecimentos, gerando novo saber e criando interações entre os estudantes, reduzindo o número de feedback do professor. E por último a autonomia intelectual, que faz com que o aluno seja sujeito do seu processo de estudo, interagindo diante do objeto de estudo, tendo uma postura crítica e reflexiva. E sendo assim, desenvolvendo uma prática voltada para a interatividade, criando novos paradigmas de aprendizagem.

Porém, sabemos que as técnicas e competências dos professores do ensino presencial diferem para o curso online, uma vez que o ensino à distância muitas vezes considera o papel do professor como um agente funcional e que deverá centrar-se nas atividades de caráter instrucional, como: abrir fórum e fechar fórum, dar boas vindas, monitorar o progresso do estudante, motivá-lo, aprofundar e facilitar a construção de comunidades de aprendizagens.

De um curso presencial para o curso online, algumas competências se diferenciam, são elas: “demonstrar uma atitude aberta através do uso de perguntas abertas; usar os nomes dos estudantes, dar reforço; encorajar; compreender o sentido das mensagens; responder para clarificar; relacionar ideias com a experiência; integrar materiais; motivar; manter um ambiente de aprendizagem coletiva.”

Portanto, o professor que por ora estimula a participação do aluno em comunidades virtuais, a autoria intelectual, quando orienta as atividades e colabora para a interação do grupo, torna-se visível, criando um ambiente acolhedor e com constante feedback , promovendo a autoestima do aluno, conduzindo-o a um trabalho de autoria. A construção de uma comunidade de aprendizagem é fundamental, já que esta constitui o “veículo através do qual a aprendizagem online acontece.”

Neste contexto a ausência do aluno presencial, torna-se primordial a criação de comunidades de aprendizagens significativas, onde todos possam compartilhar sentimentos, conhecimentos e informações, tornando-se coautores de uma ideia.

Assim sendo, não devemos reduzir a competência do professor, ao aspecto técnico, como sendo a resposta de um simples comando de ordens e sim as qualidades pedagógicas que este deve aprimorar sempre, unindo o saber-aprender, o saber-fazer e o saber- ser em uma dimensão atemporal, na construção de novos saberes.

Referências:

 MORGADO, Lina. O papel do professor em contextos de ensino on-line: problemas e virtualidades. In: Discursos. Série, 3. Universidade Aberta, 2001. p. 125-138.

PERRENOUD, Philippe. “ 10 Novas Competências para Ensinar.” Porto Alegre: Artmed Editora, 2000.

Texto: Natalícia Alfradique

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O papel do tutor online


A atuação do tutor online pressupõe uma constante interação no processo de ensino aprendizagem dos alunos em sua sala de aula virtual. A missão do tutor online vai além do cumprir tarefas, cabe a ele facilitar a mudança de postura do aluno, que o torne mais ativo, participativo , autônomo e investir na atualização científica, técnica e cultural, como ingredientes do processo de formação permanente. Este professor precisa colocar sua auto-formação, como requisito principal, para usar as novas tecnologias que virão.

Estando a titulação tutor ressignificada, este sujeito do processo de ensino e aprendizagem torna-se essencial, podendo ser considerado como o elo que auxilia na relação entre o aluno, o curso e o professor, permitindo alcançar o sentido prático da expressão “ensinar e aprender”.

SANCHO (1998) “assinala que nos Sistemas de formação a distância não se prescinde do professor, ao contrário, este passa a ser imprescindível, o elemento-chave para o sucesso da aprendizagem”.

As orientações pertinentes quanto a função do tutor, apresentadas por diversos autores, nos faz conhecer o ambiente online, a importância do tutor que conduz a aproximação, o acompanhamento das necessidades dos participantes e da necessidade de estar a par do contexto educativo que foi sendo construído. Assim, o conceito de tutor absorve a figura de educador e professor. O fator interação, afetividade, parceria torna-se ingredientes preponderantes no enfrentamento de futuras questões a serem resolvidas. Como afirma MAIA (1998), “ não se deve identificar distância física com distanciamento pessoal”.

Na tutoria online o ambiente de trabalho, pressupõe o estabelecimento de um diálogo constante, aberto e próspero em busca de uma produção de novos saberes, ampliando o conhecimento, propondo uma prática educativa criativa. Assim, cabe nessa partilha a possibilidade de aplicação de novos saberes, sendo o professor e o tutor responsáveis por esta parceria.

Cabe ao professor online conhecer os seus aprendizes, as características do aluno, a interação com os seus pares e professores. Existe também a necessidade dos alunos virtuais compreenderem que a sua contribuição nas atividades desenvolvidas por meio das ferramentas síncronas e assíncronas, fazem parte de um aspecto de sua responsabilidade, possibilitando o acontecimento tecnológico como mais uma ferramenta no trabalho à distância.

Outro passo importante é que o professor online deve ensinar aos seus alunos a serem alunos online, isto é, a constituírem esses diálogos, a levarem as ideias trazidas pelos colegas em suas próprias reflexões e construções, fazendo também uma costura textual. Reconhecer a importância da diferença entre um curso presencial e o curso online, é tarefa que exige do tutor uma atuação diferente daquela que acontece em uma sala de aula presencial. Portanto, exige que o aluno tenha um acompanhamento constante, que tenha liberdade na utilização das ferramentas de comunicação, horário flexível, comunicação mediada pelo ambiente virtual. Continuar motivando o aluno e incentivá-lo a conquistar novas referências de trabalho, o conduzirá a uma aprendizagem independente. Desta maneira, o professor tutor pode sugerir alterações na forma como o aluno desenvolve os estudos, criando situações diferenciadas de aprendizagem de acordo com as necessidades individuais.

Ao desenvolver grupos de trabalhos, está diretamente envolvido com a formação de comunidade, fazendo parte da construção de um diálogo permanente, ora com quem ensina e ora com quem aprende, criando uma relação ao uso das tecnologias e construindo novas abordagens a respeito de aprendizagem no ensino a distância. Compreende-se que novas comunidades online surgem, à medida que os alunos forem instigados a conhecer a concepção e efetivação de uma aprendizagem significativa. Torna-se importante também reconhecer que as comunidades virtuais possuem elementos que unem os estudantes em seus objetivos comuns, trazendo novos valores e colocando a aprendizagem significativa em jogo.

Portanto, professor é quem motiva, traz o aluno à reflexão e cria oportunidades no ambiente online de aprendizagem que ajuda na auto-organização, tarefa fundamental no processo de ensino-aprendizagem. O aluno espera por estas orientações e cabe ao professor ajudá-lo a conquistar novas informações. Em outras palavras, o professor ajuda ao aluno a ser um pesquisador, diminuindo as limitações de um curso online, onde o face a face não acontece.

Compreende-se a importância do tutor observar todas as variáveis dos atos de ensinar e aprender da educação. Para isso, é solicitado aos professores que promovam a otimização da utilização de recursos didáticos que enfatizem um modo de aprender crítico e criativo. Cabe, neste sentido, aos professores, manter a atenção e disposição em assumir novos desafios do seu fazer pedagógico.

Referência:

Coelho,Cláudio Ulysses Ferreira, Haguenauer, Cristina,As Tecnologia da Informação e da Comunicação e sua influência na mudança do perfil e da postura do professor- colabora- revista digital da CVA-Ricesu- ISSN 1519-8529.

domingo, 21 de outubro de 2012

Bolgs na Educação


  

O Blog é uma ferramenta interativa, com enorme potencial educativo, que viabiliza os pilares do diálogo e da autonomia, sustentando as boas práticas pedagógicas de EAD.

 

Aula 1: Blogs na Educação

Natalícia Alfradique Pinto de Azevedo

 

O Blog é uma ferramenta que nos auxilia na construção de um saber coletivo. Com ele formulamos hipóteses de trabalho, discutimos ideias e opiniões sobre muitos assuntos.

A facilidade de criação e publicação, a possibilidade de construção coletiva de textos e o potencial de interação, tornam os “Blogs” uma ferramenta pedagógica de destaque para a educação.

 

Objetivos a serem atingidos:

·         Reconhecer a importância do Blog como ferramenta que possibilita a criação e publicação coletiva de textos (materiais didáticos), incentiva a construção de rede e trabalho em equipe e sua importância como estratégia de ensino aprendizagem.

·         Reconhecer a importância da aprendizagem colaborativa como uma técnica do processo ensino aprendizagem, formalizando a construção interativa de Blog.

·         Utilizar o blog como meio na construção de um saber colaborativo e compartilhado.

·         Conhecer o conceito de ambientes de aprendizagem online e suas características.

·         Conceituar os aplicativos da Web 2.0 mais utilizados para a utilização de edição colaborativa.

·         Publicar conteúdos e imagens dos projetos desenvolvidos em sala de aula, utilizando a interface de um ambiente online.

 

1-  Conversando sobre Blog:

Em alguns conceitos de blogs tem-se que: “os blogs é concebido como um espaço em que o escrevente pode expressar o que quiser na atividade da (sua) escrita, como escolhas de imagens e de sons que compõe o todo do texto vinculado pela internet.”

Sabemos da importância de um blog e o que podemos fazer com ele:

·         publicar material didático,

·         socializar as produções de alunos,

·         trabalhar de forma colaborativa entre alunos/professores, alunos/alunos,

·         Interagir com outros grupos,

·         realizar provas/exercícios,

·         estimular a participação utilizando diferentes linguagens,

·         aproximar-nos das publicações multimídias,

·         funcionar como espaço de experimentação na investigação das nossas práticas,

·         guiar, coordenar e moderar de forma virtual os trabalhos apresentados na turma,

·         incentivar a construção de redes e

·         propiciar a aprendizagem colaborativa por meio de estratégias de criação em equipes.

 

Os blogs dão um espaço fundamental para a escrita, possibilitando que a linguagem flua, de forma que o processo da escrita possa ser à todo momento reelaborado, reescrito, articulando ideias, formulando questões e respostas, buscando a sistematização da ordem mental para uma forma compreensível de um texto.

O blog traduz-se de uma maneira geral, como “diário virtual”. Ou seja, os blogs são espaços de publicação na internet. É usado como uma alternativa popular para publicação de textos on-line facilitado por software que dispensa conhecimento especializado em computação (linguagem html).

Quase sempre se tem acesso apenas ao resultado final, ignorando-se totalmente o processo precedente de produção do blog. Aqui abordaremos a importância da concepção de blogs educativos, tendo como finalidade a sua importância no espaço educacional, assim como identificar a importância do blog como ferramenta de trabalho, onde a multiplicidade de saber se relaciona e contextualiza as informações. Este tem como prioridade relacionar as etapas de produção de um blog, que em um primeiro momento temos a concepção e criação, em um segundo momento a realização e criação. Veremos em último momento a avaliação do produto final.    

Assim, a produção de um blog voltado para o contexto da educação pode implicar em um uso crítico e criativo na medida em que se observam diversos aspectos como: a construção de espaços de autoria, pois os alunos (usuários produtores) se tornam autores e organizadores do seu próprio espaço; um espaço de expressão pessoal; o desenvolvimento de processos interativos de colaboração e cooperação possibilita a formação de grupos ou comunidades de interesses comuns e de trocas culturais; o uso da tecnologia para outros espaços de aprendizagem; a possibilidade de alcançar o letramento digital, por meio da apropriação das ferramentas tecnológicas.

Considerando que ensinar através da solução de problemas, seja uma fonte de saber, nesse contexto é fundamental admitir a estratégia que ao se utilizar o Blog, este desafia o aluno a pensar e a criar soluções para o seu problema.

Com as inúmeras ferramentas que despontam ultimamente na Web 2.0, percebe-se que novos desafios se abrem para que os professores conheçam e apliquem essas ferramentas de forma a extrair o melhor delas.

 

1.   2- Aprendizagem Colaborativa:

A aprendizagem colaborativa destaca a participação ativa e a interação, tanto dos alunos quanto dos professores, onde o conhecimento é construído através da interação social.

Portanto, a cooperação envolve vários processos- comunicação, negociação, coordenação, co-realização e compartilhamento. O papel da comunicação é fundamental, uma vez que acontecerá na maior parte do tempo por meios eletrônicos, o que não impede, no entanto, que ocorra encontro presencial.

Para Nonaka e Takeuchi (1997) a criação de novos conhecimentos depende da interação contínua entre as pessoas. Esse processo é desenvolvido pela troca social entre os conhecimentos tácito e explícito de cada indivíduop e entre indivíduos ( a nível intra e inter organizacional) denominado “ conversão do conhecimento”.

 

   1.3- Ambientes online e a Web 2.0

Os ambientes virtuais de aprendizagem caracterizam-se por um espaço fecundo na Internet que possibilita a construção de novos saberes.

1)   Ambiente Instrucionais

2)   Ambiente Interativo

3)   Ambiente Cooperativo

Nesta visão, a interatividade e a colaboração representam um grande trunfo no processo de ensino e aprendizagem possibilitando que todos os envolvidos no processo troquem ideias e experiências coletivamente.

A cerca dessa nova abordagem, podem-se apontar os ambientes virtuais de aprendizagem como espaços interativos dotados de ferramentas que os tornam com as seguintes características:

a)   Igualitários e centrados no usuário (aluno, professor e tutor);

b)   Ricos em recursos textuais e multimídias (animações);

c)   Fazem uso da comunicação multi-sentiva;

d)   Representam uma matriz de diálogos e não uma coleção de monólogos;

e)   Permitem a extinção do receptor passivo;

f)    Possibilitam o consumo e criação de conteúdo dinâmico com a participação de todos os envolvidos.

1.4- As ferramentas da WEB 2.0 mais utilizadas no contexto educativo:

a) Blog: trata-se de uma ferramenta que surgiu antes da Web 2.0, no entanto, segundo Voigt (2007), com os novos serviços de criação e hospedagem, aliados à possibilidade de receber conteúdos, os blogs tornaram-se populares na Web.[...]

b) Wiki: representa um espaço rico e dinâmico que favorece o potencial colaborativo tornando-se uma ferramenta para gerenciar conteúdos online e prover uma base de conhecimentos compartilhados. [...]

c) Podcast:trata-se de uma gravação de áudio personalizada para divulgar informações, opiniões, e/ou entrevistas. Para Voigt (2007), Podcasts podem ser utilizados para disponibilizar nos AVAs conteúdos das aulas, explicações teóricas sobre um determinado assunto e comentários ou mensagens que podem ser ouvidos a qualquer momento pelos alunos.

A utilização de estratégias e atividades propostas em um blog, valoriza a ação pedagógica, tornando-o um instrumento de aprendizagem colaborativa, onde a participação de todos os envolvidos assumem a sua autoria.

4- Referências:

Ribeiro,Antonio Carlos, Schons, Cláudio Henrique- A contribuição da Web 2.0 nos sistemas de educação online, UNIFACET- 4º Congresso Brasileiro de Sistemas.

Mantovani,Ana Margô, Blogs na Educação: Construindo Novos Espaços de Autoria na Prática Pedagógica.

Carvalho, Ana Beatriz,A Web 2.0, Educação a Distância e o Conceito de Aprendizagem Colaborativa na Formação de Professores.


A neurociência e a sala de aula

A neurociência é o estudo do sistema nervoso. Ele contempla diversas áreas como a medicina, química, biologia, matemática, engenharia, linguística, entre outras. Com tantas ciências envolvidas, é no mínimo um desafio pensar como as pesquisas de laboratório podem estar presentes em sala de aula. Porém, como os exemplos a seguir deixam claro, o relacionamento entre a educação e as pesquisas é uma realidade que tem aprimorado cada vez mais o processo de aprendizagem e ensino.



Confira nove exemplos de como a neurociência está invadindo as salas de aula:



Como a neurociência está ajudando a educação: 1. Ensino cognitivo



Mesmo em estágio inicial, o ensino cognitivo já mostra sinais de que é um dos resultados mais promissores da relação entre a neurociência e a educação. O ensino cognitivo é extensamente pesquisado na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, onde os programas de álgebra desenvolvidos pelos pesquisadores já ajudaram os alunos a aumentarem seus rendimentos em matemática.






Como a neurociência está ajudando a educação: 2. Horário das aulas



Pesquisas no ramo da neurociência revelaram que os padrões de sono das pessoas mudam de forma significativa enquanto elas envelhecem. Além disso, os estudos mostram que os adolescentes necessitam de mais descanso que outras faixas etárias e que suas capacidades cognitivas são muito menores no início da manhã. Esses resultados já provocaram diversas mudanças, inclusive na alteração dos horários de início das aulas para estudantes do ensino médio. Apenas 30 minutos de diferença causam um enorme impacto no humor e atenção dos jovens.




Como a neurociência está ajudando a educação: 3. Variedade no aprendizado



Muitas pessoas acreditam que a repetição é melhor maneira de aprender e reter conteúdos, mas pesquisas recentes mostram que os estudantes aprendem mais quando suas aulas são espaçadas em horários diferentes, ao invés de concentradas em um único episódio. Os resultados desses estudos têm sido colocados na prática por professores que apresentam as informações de maneiras diferenciadas, pedindo aos alunos que resolvam problemas usando múltiplos métodos e não memorizando apenas uma maneira de solucioná-los.




Como a neurociência está ajudando a educação: 4. Aprendizado personalizado



A anatomia de nossos cérebros pode ser similar, mas a maneira como cada um aprende não é. Sabemos isso por experiência pessoal, mas a neurociência começa a demonstrar cientificamente. Ferramentas de ensino são desenvolvidas para que adaptem às necessidades individuais de cada um e professores procuram encorajar maneiras personalizadas que os alunos podem usar para aprender melhor e com mais eficiência.




Como a neurociência está ajudando a educação: 5. A perda de informações



Uma experiência vivida por muitos estudantes quando voltam das férias é a sensação de que se esqueceram de tudo que foi aprendido no semestre anterior. Pesquisas mostram que isso é realmente verdade. Os resultados revelam que, além disso, pessoas que costumam manter o hábito de exercitar seus cérebros continuamente, por exemplo, com livros mais difíceis, possuem mais conexões e variedades de ligações neurais. Como consequência, muitas escolas estão diminuindo o tempo de férias ou desenvolvendo cronogramas de atividades anuais para que os alunos reduzam o tempo que passam fora da escola e não prejudiquem sua memória e rendimento.




Como a neurociência está ajudando a educação: 6. Problemas de aprendizado



As pesquisas realizadas pela neurociência estão facilitando o processo de identificação de alunos com problemas de aprendizado, como a dislexia, e ajudando-os a identificar intervenções que podem melhorar seus desempenhos.








Como a neurociência está ajudando a educação: 7. Diversão em sala de aula



É cada vez maior a evidência de que a diversão é uma experiência muito positiva para o aprendizado. Isso acontece porque experiências satisfatórias fazem com que o corpo libere dopamina, ajudando o cérebro a se lembrar dos fatos com mais agilidade. Um ótimo exemplo de como isso funciona é o Khan Academy, um portal de aprendizado online que desafio os alunos a completarem desafios e tarefas para que ganhem distintivos.



 

Como a neurociência está ajudando a educação: 8. A importância do estudo em grupos



O estudo em grupos é extremamente eficiente para o desempenho acadêmico. Uma pesquisa realizada em 2011 pela neurologista Judy Willis mostrou que estudantes que trabalham em grupos experimentam um aumenta na liberação de dopamina, ajudando os alunos a lembrar mais das informações em longo prazo. A pesquisadora descobriu que, além disso, aprender em grupos pode reduzir a ansiedade dos estudantes.




Como a neurociência está ajudando a educação: 9. Neuroeducação




Se você nunca ouviu falar da neuroeducação, então é hora de se atualizar. Atualmente, no Brasil, já possuímos até mesmo pós-graduação nessa área. Por meio da prática é realmente possível mudar a forma como nosso cérebro é estruturado, acrescentando mais conexões cerebrais e mudar os padrões neurais por meio da neuroplasticidade permitida pelos nossos neurônios.




Fonte: Texto extraído de Universia Brasil

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pierre Lévy -5º Congresso Internacional da Rede Católica



Sociólogo participou do 5º Congresso Internacional da Rede Católica de Educação



As mudanças tecnológicas tão aceleradas do mundo moderno vão chegar de vez à sala de aula e é bem possível que computadores, tablets e outras plataformas substituam o livro didático e o caderno. A previsão é do sociólogo e professor da Universidade de Ottawa (Canadá), especialista em internet. Ele participou do 5º Congresso Internacional da Rede Católica de Educação, que se encerrou no último domingo, 1º, em Brasília.

“É difícil dizer o que será a civilização no futuro. Aquilo que vamos construir não é imaginável agora. Nós estamos em um momento de grande transformação cultural”, avalia o especialista.
Ele não descarta, no entanto, que as crianças continuem aprendendo habilidades básicas do mundo pré-digital, como a escrita à mão. “A priori, eu diria que é importante ensinar a escrever a mão. É importante manter isso assim como fazer o cálculo mental, apesar de todo mundo ter calculadora”, defende.

Para Lévy, mudarão os materiais pedagógicos e mudarão as competências dos estudantes. “Os alunos do futuro serão pessoas criativas, abertas e colaborativas. Ao mesmo tempo, serão capazes de se concentrar com uma mente disciplinada. É necessário equilibrar os dois aspectos: a imensidão das informações disponíveis, colaborações e contatos; com [a capacidade de] planejamento, realização de projetos, disciplina mental e concentração”.

O sociólogo defende o uso das redes sociais para ensino e aprendizagem. Ele mesmo obriga os seus alunos a criarem grupos no Facebook, postarem textos ou vídeos e participarem de grupos de discussão. “O Facebook é apenas uma das mídias sociais em um contexto de participação. Não são as novas mídias que terão impacto negativo. São as pessoas que postam coisas negativas. É como se perguntar qual o impacto negativo da linguagem porque tem muita mentira. Não é a linguagem que tem impacto negativo, são os mentirosos!”, comparou.

Pierre Lévy acredita que a nova cultura baseada na informática e a economia do conhecimento impliquem novas formas de sociabilidade: ambientes mais colaborativos, em rede e autoorganizados formando uma memória coletiva.

Essas transformações exigirão habilidades que precisam ser ensinadas como a capacidade dos alunos em avaliar as fontes de informação, identificar orientações, ter atitude crítica quanto aos conteúdos.
Ao ser indagado pela Agência Brasil se o país, com baixo índice de aprendizagem generalizado e ainda com número elevado de adultos analfabetos, conseguirá formar seus estudantes com essas capacidades Pierre Lévy foi otimista: “Eu fico sempre surpreso ao ver até que ponto os brasileiros têm uma ideia negativa do seu próprio país. Primeiramente, vocês estão se transformando na quinta potência econômica do mundo, com uma taxa de crescimento muito elevada. Sim, tem analfabetismo, mas, apesar disso, há um esforço muito importante focado na educação, e o que eu vejo sempre que venho para cá é um monte de pessoas dedicadas para trabalhar na educação.”

Para o sociólogo, o Brasil está ciente de que o futuro do país está no investimento na educação. “Não fiquem desesperados e continuem com esse entusiasmo extraordinário”, completou. Lévy reconhece que os problemas existem, mas ressalta que eles têm que ser resolvidas com “as ferramentas de hoje e com a visão do futuro”.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pierre-levy-preve-substituicao-do-livro-didatico-e-do-caderno-por-computadores-e-tablets-nas-salas-de-aula,894592,0.htm