sábado, 24 de dezembro de 2011

15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020



Por webmaster a 21 Dezembro, 2011 · 3 Comentários ....Os próximos 10 anos serão de mudanças profundas na Educação, a todos os níveis. Nada que tenha a ver com a crise que vivemos, mas com a revolução digital que se acelera todos os dias.

Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″. Mais adaptado à realidade portuguesa, selecionei e adaptei 15 tópicos que vão no mesmo sentido. Talvez ajude a ultrapassar a depressão portuguesa de 2012 e 2013. Sem cinismo.




1. Mesas

O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.



2. Laboratórios de Línguas

A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.



3. Computadores

As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.



4. Trabalhos de casa

A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).



5. Instrução massificada

Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.



6. Medo da Wikipedia

Wikipedia é a maior força democratizante no mundo actual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar o seu contributo.



7. Manuais em papel

Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.



8. Cadernos, lápis, canetas… papel

Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.



9. Pastas

Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.



10. Departamentos TIC

Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.



11. Instituições centralizadas

Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.



12. Níveis de ensino

A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)



13. Escolas e professores “atecnológicos”

Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.



14. Normas Curriculares

As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.



15. Reuniões de pais e professores à noite

As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.




Fonte:

http://www.professortic.com/2011/12/15-coisas-que-serao-obsoletas-na-educacao-ate-2020/




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Rio Bonito/RJ




Rio Bonito a cidade brilha ao anoitecer.
Ficou linda a igreja iluminada.


Brigadeiro ganha ares de iguaria e até algumas versões dedicadas ao paladar adulto

Brigadeiro ganha ares de iguaria e até algumas versões dedicadas ao paladar adulto



Aos poucos, brigaderias gourmet conquistam o mercado fluminense



Verdadeira febre em São Paulo, as brigaderias gourmet estão chegando de maneira bem tímida no mercado fluminense. Lojinhas muito charmosas, recheadas com centenas de sabores de brigadeiros, dos tradicionais aos mais exóticos, tornam-se um cantinho especial, em meio ao burburinho do dia a dia das cidades. Para os mais tradicionais, vale a pena conferir a sofisticação que essas empresas trazem ao tão famoso doce. Mas as verdadeiras sensações são as novas roupagens, envolvendo ingredientes de altíssimo nível e as misturas mais inusitadas.



Dessa alquimia proporcionada pela gastronomia não poderia surgir nada diferente. Café, cappuccino, damasco, wasabi, limão siciliano, polpa de frutas frescas, confeitos coloridos, menta, cookies, gengibre, pão de mel, gergelim, pastas de amêndoa, nozes e todos os tipos de castanha fazem parte dos ingredientes utilizados nas receitas; isso, sem contar os sabores etílicos, que envolvem cachaça artesanal, vinho do porto, saquê e outras possibilidades. Para completar, as chefs capricham nas coberturas – toppings – e no tempero dos doces, onde não faltam especiarias.



A Granulado Brigaderia Gourmet, em Icaraí, é a versão niteroiense dessas pequenas joias urbanas. Com uma cozinha de três integrantes – entre elas, a sócia Anna Isabella Leal, as meninas têm que se virar entre a cozinha e os clientes que não param de chegar, seja para buscar uma sobremesa ou um motivo para adoçar o dia. Isabel Maria Vieira é a outra sócia. A administradora é uma das responsáveis pelo clima do ambiente, carregado de brigadeiros para todos os lados: desde a estampa no papel de parede aos potinhos e granulados que cobrem as luminárias da loja.



O cuidado com a decoração, que agora está em clima de Natal, é notória em cada detalhe. Desenvolvido pela arquiteta Helena Bernardo, com iluminação de Widimar Ligeiro, o design da loja tem um toque retrô – unindo madeira com elementos pós-modernos de plástico e metal –, e apela para cores sedutoras. Mas esta não é a principal característica do local, aberto desde outubro e já com clientes cativos.



“As pessoas vêm aqui para degustar. Nossos brigadeiros têm peso e formato em padrão pensado para não enjoar. Queremos que todos possam experimentar vários e voltem sempre atrás de novidade”, avalia Anna que, antes, distribuía seu dom apenas entre amigos e para pequenas vendas.

Isabel diz que não saberia criar novas receitas, mas, em compensação, tornou-se a principal degustadora e incentivadora da marca.



“Sempre quis abrir um negócio e a minha associação à Anna foi maravilhosa. Estamos amando a experiência e não paramos de pensar em novos produtos, novas propostas”, revela Isabel.



No Rio, gourmet já tem três filiais



No Rio, estes doces requintados também já têm nomes certos. A Brigaderia Chic foi a primeira marca criada na região, em janeiro deste ano. Com três filiais abertas – Barra Square Expansão, Barra Shopping e Condado de Cascais – a chef Carolina Sales não quer parar por aí. As duas últimas foram inauguradas no mesmo mês para dar conta de atender a demanda de encomendas.



“Não imaginava que ia dar nisso tudo. A loja do Condado hoje é a minha fábrica. Lá, temos uma cozinha industrial que nos permitiu saltar de 30 mil para 50 mil brigadeiros por mês”, orgulha-se.



A inspiração é tanta que ela tem ideias para novos sabores a cada dia. Além dos mais de 80 brigadeiros, a casa oferece releituras de doces como bolo da vovó, whoopie, brownie e cookie. As apresentações também são muitas: chocolate na bisnaga, fondue e panelinha.



Carolina estava na sua segunda faculdade quando começou a fabricar brigadeiros para vender, em maio do ano passado. Os doces eram comercializados para os amigos, no melhor estilo boca a boca. Veterinária formada, ela cursava Medicina enquanto mantinha um blog chamado “Rosa e Chic”, onde vendia caixinhas, balões para casamentos e maçãs confeitadas, que era o mais próximo de gastronomia que ousava comercializar. O primeiro passo foi criar um segmento “especial” na página, que deslanchou na rede e logo se mostrou uma ótima oportunidade de investimento.



“Quando me interessei e comecei a pesquisar este ramo, descobri que precisaria de inspiração nas lojinhas de São Paulo, já que aqui não havia nada parecido”.



Elizabeth Garber é a mulher dos quiosques. Famosa por seus chocolates, a chocolatièr também resolveu apostar no brigadeiro gourmet, com a “Brigaderia Fashion”. Ludicidade é a alma de seu negócio, que se apresenta como uma carruagem conversível verde recheada desses docinhos requintados dentro de shoppings – Rio Design Barra, Rio Sul e Botafogo Praia Shopping. A ideia surgiu após muitas idas a Paris, onde ela se apaixonou por uma carruagem que vendia macarrons (doce francês recheado).



“Brigadeiróloga” de carteirinha, começou a incluí-los no cardápio da sua outra empresa, mas a demanda era muito grande e não queria mudar o foco da Beth Chocolates. Foi aí que decidiu abrir, com Maria Lucia Seródio, um cantinho só para brigadeiros, com direito a todos os sabores, confeitos e tipos – tem até uma versão diet.



“Os clientes aos poucos ficavam encantados com a textura e os sabores dos nossos brigadeiros porque, por mais que inovássemos com os sabores, nunca fugimos do que realmente é um brigadeiro: leite condensado, chocolate e manteiga de boa qualidade”, explica.







O FLUMINENSE
Natália Klensorgen





Vídeo


Sensacional!

Fonte: Youtube

Mensagem aos Amigos!



Desejo a todos um Feliz Natal!
Esse cartão é lindo, recebi de um grande amigo e compartilho com vocês!
Natalícia

Alunos


Alunos são sempre alunos!
Vivem do presente.
Saudades de todos!

Natalícia

Quadrinho





Inteligente esse quadrinho.

Fonte: Facebook

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) colocou esses alimentos entre os mais perigosos para o consumo

Um estudo divulgado esse ano pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) colocou esses alimentos entre os mais perigosos para o consumo, por terem grande chance de sofrer contaminação excessiva ou uso errôneo de agrotóxicos. Aqui está, em ordem do mais perigoso para o menos, a lista dos top 10: pimentão (80,0%), uva (56,40%), pepino (54,80%), morango (50,80%), couve (44,20%), abacaxi (44,10%), mamão (38,80%), alface (38,40%), tomate (32,60%) e beterraba (32,00%).




Da ANVISA, sobre os resultados do relatório:



…chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil. De acordo com Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, “são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer”. (grifo nosso)



A tabela a seguir mostra os resultados da pesquisa, que analisou amostras de 20 tipos de vegetais. Em 15 delas, encontrou agrotóxicos usados de forma irregular. A 1ª coluna mostra o número de amostras analisadas por alimento. Em seguida, na coluna ‘Não autorizados para cultura’, aparece o número absoluto e percentual das amostras onde aparece o uso irregular de agrotóxicos. No mesmo formato, a 3ª coluna ‘Acima do limite máximo de resíduo’ destaca as amostras que continham quantidades de agrotóxicos permitidos, mas além dos limites seguros. A 4ª coluna mostra a intersecção das amostras que se encaixam nas duas categorias. E, finalmente, a última coluna, mostra a chance de contaminação do alimento de acordo com a soma das modalidades anteriores. Os 5 alimentos que têm chance de contaminação abaixo de 10% estão marcados em verde água (de novo, o colorido é nosso). É um panorama nada animador, pois essa lista contém boa parte dos vegetais que, até mesmo por razões de saúde, somos incentivados a consumir.






A alternativa eficaz para evitar pesticidas é consumir orgânicos. Mas nem sempre isso é possível – já que esses vegetais costumam ser mais caros e não são encontrados em quantidade suficiente em todas as cidades. Por isso, uma solução intermediária é tentar eliminar os resíduos de agrotóxicos, quando possível. A nutricionista Cláudia Cardim, coordenadora do curso de nutrição da Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, dá as dicas para isso.



•No caso de alimentos de origem animal (que podem ter sido contaminados pelos agrotóxicos pela água ou pela comida), retire a gordura aparente, pois algumas dessas substâncias são armazenadas no tecido gorduroso

•Lave frutas e verduras em água corrente por pelo menos um minuto, esfregando com uma esponja ou escova

•Tire as folhas externas das verduras e descasque as frutas, pois essas partes concentram mais agrotóxico

•Diversifique os vegetais consumidos no dia a dia, pois isso reduz a ingestão de quantidades maiores de um mesmo agrotóxico

•Como alguns pesticidas podem ser utilizados na fase final da maturação do alimento, reduza o risco comprando frutas e legumes mais verdes, e espere alguns dias antes de consumi-los.



Fonte:Por Patricia Patriota– 7 de dezembro de 2011


Publicado em: Curiosidades, Notícias


sábado, 26 de novembro de 2011

Generosidade e convivência em grupo

As famílias sofreram grandes mudanças nos últimos 40 anos, mais ou menos, e essas mudanças ainda não terminaram. Uma delas, bem significativa, foi a diminuição do número de filhos que decidem que devem ou podem ter principalmente porque ter e criar um filho custa hoje muito caro. Antes, um casal com quatro filhos e até mais era um fato muito comum. Hoje, quando encontramos uma família com mais de dois filhos, já nos surpreendemos.


Além do número de filhos, o tipo de vida das famílias grandes favorecia o ensinamento aos irmãos da partilha, da solidariedade, do companheirismo. Na época das grandes famílias, ter um filho único era preocupante porque parecia não haver condições propícias a esses aprendizados. Hoje, muitos casais com apenas um filho se preocupam pelo fato de essa situação, por si só, criar condições problemáticas para a formação e educação dos filhos. Vários leitores já escreveram manifestando essa impressão. Vale refletir a respeito.

Um ponto importante é o fato de que o contexto social ser decisivo na determinação de situações consideradas usuais e, portanto, na das consideradas exceções - viver como diferente sempre foi e ainda é bem difícil. Na época das grandes famílias, ter um filho único onerava os pais sobremaneira já que eles tinham de educar na ausência de referências socialmente compartilhadas porque essa não era uma situação vivida por muitos.

Hoje, mesmo a situação social tendo interferido radicalmente no número de integrantes das famílias, a preocupação dos pais continua. Mas o que temos visto é que, mesmo nas famílias com mais de um filho, todos são criados como se fossem filhos únicos, o que não favorece o surgimento daquelas situações que já foram consideradas ideais para determinados ensinamentos de convivência

Antes, o filho único não dividia seu quarto com ninguém, não precisava emprestar seus brinquedos nem vivia em casa situações que poderiam facilitar o aprendizado da tolerância ou da divisão da atenção dos pais.

Essas gerações mais novas não nasceram portadoras de um “chip novo”, como diz uma amiga, que programa determinados comportamentos. Elas têm aprendido a viver de acordo com a cultura do individualismo que as cerca e têm priorizado a posse das coisas mais do que o uso delas porque assim temos ensinado. O individualismo não combina com a generosidade, o clima competitivo não se conecta com a solidariedade, não é?

Então, se hoje apenas alguns pais com um único filho se preocupam com o tipo de educação que praticam porque querem evitar um filho egoísta, exigente e mimado, é porque há algo de equivocado em nossas interpretações. Talvez um dos equívocos seja o de acreditarmos que as situações vividas por crianças e jovens são mais decisivas em sua formação do que as atitudes educativas dos pais.

O fato é de que temos tido muita dificuldade para ensinar certas virtudes e atitudes na convivência porque nós mesmos não mais as exercermos. Como ensinar a ceder se sequer no trânsito somos capazes de permitir que outro carro entre a nossa frente? Como ensinar a tolerância se não suportarmos o que é diferente? Como ensinar a dialogar se não sabemos ouvir? Com ensinar a esperar a vez se fazemos de tudo para sermos os primeiros?

Os pais de filhos únicos não precisam se preocupar com essa situação específica da vida do filho e sim com todas as outras que invadem nossa vida e que ensinam a eles que não desejaríamos que aprendessem. E é preciso contar também com a vivência na escola. Lá eles podem e devem aprender a compartilhar, a saber esperar, a colaborar com os outros, a conter seus impulsos individualistas. É por isso que os pais não devem pedir à escola que trate seu filho de forma individualizada.



Fonte: Folha de SP. Rosely Sayão