domingo, 19 de junho de 2011

Erros e acertos sobre Educação Virtual





Fonte:youtube

"João Ubaldo Ribeiro lança o livro infantil Dez Bons Conselhos de Meu Pai"



Lançar um livro infantil nunca foi uma pretensão para João Ubaldo Ribeiro, mas quando a ideia foi sugerida por sua editora, ele aceitou de bate pronto o desafio. O resultado desse trabalho é Dez Bons Conselhos de Meu Pai (Editora Objetiva), obra que apresenta ilustrações fortes e criativas que encantam e frases curtas que despertam reflexões. O conteúdo foi inspirado na educação que o escritor recebeu de seu pai, homem muito culto e amante da literatura, mas também sério e rígido na educação dos filhos. Dez Bons Conselhos é um livro que não conta uma história, mas apresenta pistas sobre como viver bem em sociedade. Uma delas é “Não seja ignorante”.




O texto foi escrito há mais de 30 anos, mas só agora chega às livrarias em formato de livro e dirigido às crianças. Na entrevista a seguir, o autor conta o porquê dessa demora e sua expectativa sobre o impacto de seus escritos.



CRESCER- Por que resolveu lançar esse livro somente agora?

João Ubaldo Ribeiro - Esse livro tem uma história diferente. Escrevi os Dez bons conselhos de meu pai como apêndice de um livro meu sobre política, publicado há uns 30 anos. Botei no fim desse livro não sei por que, ou, se sabia me esqueci. Esses Conselhos foram saindo nas subsequentes edições, até que alguma editora os tirou. Quando eu passei pra editora Objetiva Alfaguara, eu pedi para que voltassem a publicar o livro com os Conselhos. Aí voltaram e o texto chamou a atenção de Isa Pessoa, minha editora, que pensou em transformá-lo num livro infantil, e também passou essa ideia para a Bruna Assis Brasil, a responsável pela concepção gráfica do projeto e pelas ilustrações. Por isso ficou um livro tão bonito. Mas não foi tão intencional, aconteceu assim como eu lhe contei.



CRESCER- Qual o tipo de impacto que acredita que irá criar nos leitores, nas crianças de hoje? Qual a diferença delas e de como você era quando criança?

JUR- Não sei, nunca pensei nisso. Mas imagino que esses conselhos, não que eles sejam acatados na íntegra, mas acho que eles servem como tópicos de discussão em classe, numa época em que se questionam padrões éticos, morais, etc. Se questiona a participação do indivíduo na vida pública, os políticos e assim por diante. Eu acho que se esses conselhos levarem a algum debatezinho, entre estudantes e professores ou pais e estudantes, pode ser útil, mas eu não tenho certeza.



CRESCER - Vivemos hoje a maior onda de politicamente correto voltado para crianças. Estamos mudando até as cantigas infantis e as manifestações acontecem nas mais variadas situações. Da sua bela obra há diversos pontos que poderiam ser apontados como politicamente incorretos. Você pensou nisso na hora de escrever ou houve alguma manifestação nesse sentido após o lançamento do livro?

JUR - Eu nunca fui politicamente correto. Sempre fui muito politicamente incorreto, não tenho a menor ideia se o livro vai ser considerado politicamente incorreto ou não. Eu não dou importância a essa frescura (risos), a essa onda que nos assola.



CRESCER - O que pensou na hora de escrever um livro voltado para crianças? Teria algum jeito especial para isso, uma diferença fundamental na hora de escrever?

JUR – Eu não pensei estar escrevendo para crianças. Quando estava para sair o livro, fiquei meio na dúvida. Mas quando pensei na possibilidade de ele ser debatido em classe, de algumas dessas coisas serem discutidas, achei que talvez fosse estimulante. Porque se discute tão pouco certos problemas hoje, da formação ética do cidadão, que é bem possível que esse livro tenha essa utilidade.



CRESCER - Você acompanha a produção de literatura infantil no Brasil hoje? O que acha? Tem algum escritor que gostaria de destacar?

JUR – Hoje em dia não acompanho. O meu último escritor infantil foi o de gerações como a minha, o Monteiro Lobato. Mas sou amigo de uma escritora para jovens que é de primeiríssimo time, a Ana Maria Machado.



CRESCER - Você conta que seu pai era um homem austero, o que pode assustar em um modelo de educação de hoje, mas, ao mesmo tempo, ele exercia uma educação com base em "valores de um homem que defende a dignidade humana, a liberdade e a igualdade de direitos e deveres", como você declarou ao jornal O Estado de S. Paulo. Você acredita que hoje é possível passar esses valores sem precisar de tanta rigidez?

JUR - Eu acho que a rigidez de meu pai era exagerada até para o tempo dele. Conheci pais severos, que exigiam dos filhos e que não chegavam nem perto da performance de meu pai. Passar valores dessa forma não cabe mais na sociedade de hoje. Seria uma anomalia. Não vou dizer que impossível, mas seria muito difícil educar filhos naquelas normas, naquele quadro autoritário e quase totalitário. Já era difícil no meu tempo, quanto mais agora.



CRESCER - Acho que o conselho que eu mais gostei foi o "alegre-se com a diversidade humana". Você tem um preferido? Ou algum que seria mais "necessário" para hoje?

JUR - Não, eu não tenho um preferido. Também acho esse bom. Acho que o “não seja ignorante” também é um bom conselho.



CRESCER - Há algum outro projeto seu para crianças a caminho?

JUR - Não. Estou querendo escrever um romance há praticamente dois anos e não consigo sossego para isso. Estou até considerando a hipótese de me esconder fora do Brasil. Não tenho condição para ter apartamento, nem casa fora do Brasil, mas talvez eu consiga dar um jeito.



Fonte: revista Crescer


" Ler devia ser proibido"



Bela reflexão!

Natalícia

COACHING IMPULSIONA TAXAS DE GRADUAÇÃO

Estudo americano mostra que coaching é mais eficaz do que ajuda financeira, para garantir a permanência de estudantes no ensino superior

Um estudo recém divulgado pela Stanford University School Of Education, dos Estados Unidos, revela que estudantes que recebem apoio do processo de Coaching, são mais propensos a permanecer no ensino superior até a conclusão de seus cursos e a fazer pós-graduação. Definição de objetivos e melhor gestão de tempo, também são outros fatores diferenciais encontrados nos alunos que receberam o coaching como auxílio.

A pesquisa realizada pelo professor Eric Bettinger e a doutoranda Rachel Baker, teoriza que para esses jovens faltam informações sobre como ser bem-sucedido na profissão, e de como utilizar o que aprenderam, na prática. Tendo como base dados colhidos pela Inside Track, empresa americana especializada em prestação de serviço de coaching para estudantes, os pesquisadores revisaram registros acadêmicos de mais de 13.500 alunos, de oito faculdades e universidades, durante os anos letivos de: 2003/2004 e 2007/2008.

O coaching foi aplicado em 8.049 estudantes, aleatoriamente escolhidos, e de forma individualizada, para desenvolver neles uma visão clara de seus objetivos, orientá-los a unir suas atividades diárias ás suas metas de longo prazo, apoiá-los na construção de habilidades, incluindo gestão de tempo, autodefesa e efetividade nos estudos. Os alunos auxiliados se mostraram mais propensos a persistir em suas graduações e continuaram estimulados, mesmo um ano após terem passado pelo processo de coaching, do que aqueles que não passaram pelo treinamento.

Graças ao coaching, houve um aumento entre 10 e 15% nas taxas de permanência/persistência e conclusão entre os estudantes, num contexto onde milhares de alunos abandonam suas graduações antes do fim, ou levam mais de seis anos para completá-las.

Outra conclusão importante, apresentada por Eric Bettinger e Rachel Baker, está no fato do processo de coaching ser mais rentável do que outras iniciativas implantadas pelas instituições de ensino, como por exemplo, a ajuda financeira.

Segundo os pesquisadores um investimento de mil dólares em ajuda financeira representa 3% de aumento na permanência no ensino superior, enquanto que, o investimento na aplicação de coaching aumenta a mesma persistência em ficar e concluí-lo, em 5 pontos percentuais.

Fonte: José Roberto Marques (Papo de Coach)

Bullying- A Revolta dos Injustiçados

sábado, 18 de junho de 2011

"É MAIS FÁCIL BATER EM CRIANÇA...- Siro Darlan

É MAIS FÁCIL BATER EM CRIANÇA...




SIRO DARLANDesembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Membro da Associação Juízes para a Democracia e estagiário da Escola Superior de Guerra.



Foi anunciado solenemente mais uma medida de “proteção” à infância do Rio de Janeiro, bem ao estilo da conhecida “doutrina da situação irregular”, já banida de nossa legislação, mas ainda vigente na cartilha de muitas autoridades.



É verdade que crianças e adolescentes são cada vez mais vítimas da negligência das Prefeituras, e que muitas delas morrem por falta de políticas públicas a que têm direitos constitucionalmente assegurados, algumas vítimas de uso e abuso de drogas e outras formas de violência conhecidas nas estatísticas policiais e judiciais.



O que a lei determina é a municipalização da política de atendimento às crianças, e, portanto, a existência de programas comunitários e oficiais de orientação e apoio às famílias dessas crianças (art. 88 e 101 do ECA). Pergunto ao senhor secretário Bethlem, onde estão esses programas na Prefeitura? Não há. É mais fácil como disse prender “com apoio da polícia, cerca de 200 crianças, que voltam as ruas para continuarem se drogando”.



Convide, Senhor Secretário, o cidadão para visitar essas unidades de acolhimento. São clínicas de tratamento de usuários de drogas? Não. Eis ai porque as crianças não ficam. Não há tratamento, mas apenas privação de liberdade.



A lei determina a Prefeitura disponibilize programas oficiais de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos (art. 101, VI ECA). Como a Prefeitura não possui o Secretário com o apoio das demais autoridades, que deveriam estar cobrando políticas públicas condizentes e necessárias, coloca as crianças para serem perseguidas e presas pela polícia, porque, segundo entendem estão “em situação irregular”.



Ora Senhores, esse discurso está superado, e não engana mais ninguém. Vivemos numa democracia, onde todos têm direitos constitucionais assegurados na Constituição e nas leis. Crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, e, portanto, devem ser respeitados como cidadãos e não recolhidos como lixos humanos em situação irregular.



Não se pode mais tentar tampar o sol com a peneira porque quem está em situação irregular é o Senhor Prefeito que, passados 21 anos de vigência de uma lei que impõem obrigações ao poder público municipal, ainda não existem os equipamentos necessários para garantir os direitos fundamentais das crianças cariocas. Onde estão as creches para que as crianças não permaneçam perambulando pelas ruas? Onde estão as escolas de qualidade e de horário integral? Onde está a política de habitação para que a população que vive nas ruas possa viver com dignidade?



Chega a ser vergonhosa a cena onde as autoridades responsáveis pela garantia dos direitos das crianças se associem para promover ações de desrespeito aos direitos delas enquanto negligenciam nas cobranças que deveriam estar fazendo do administrador municipal que há 21 anos descumpre a lei de proteção integral á infância carioca.



A frase de efeito utilizada para justificar o aprisionamento das crianças beira as raias do ridículo. É claro que ninguém quer crianças usando drogas, mas o que está errado é deixá-las sem família, sem escolas, sem creches, sem respeito, perambulando pelas ruas sem destino por falta de equipamentos que as trate com respeito e dignidade.



O Senhor Bethlem, que há muito estava fora da mídia. Voltou recentemente, ao receber um pito em público do Prefeito por ser o mais inoperante de todos os secretários. Resolveu dar a volta por cima prendendo crianças. Escolheu mal. Melhor faria se estivesse cumprindo sua promessa de campanha de colocar à disposição dos munícipes as Escolas de Família, cursos ou programas de orientação e apoio ás famílias dessas crianças que agora ele persegue, prende e não investe na cidadania e respeito aos seus direitos.



É muito comum que saudosistas e incompetentes que não sendo capazes de fazer cumprir a leis que devem zelar e respeitar, como é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente, optem pela repristinação de leis já revogadas. Esse é o caso dessa medida anunciada de prender, com o auxílio da polícia, as crianças que precisam de tratamento médico e não de violência policial.

Fonte: recebido por e.mail