sábado, 18 de junho de 2011

"É MAIS FÁCIL BATER EM CRIANÇA...- Siro Darlan

É MAIS FÁCIL BATER EM CRIANÇA...




SIRO DARLAN – Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Membro da Associação Juízes para a Democracia e estagiário da Escola Superior de Guerra.



Foi anunciado solenemente mais uma medida de “proteção” à infância do Rio de Janeiro, bem ao estilo da conhecida “doutrina da situação irregular”, já banida de nossa legislação, mas ainda vigente na cartilha de muitas autoridades.



É verdade que crianças e adolescentes são cada vez mais vítimas da negligência das Prefeituras, e que muitas delas morrem por falta de políticas públicas a que têm direitos constitucionalmente assegurados, algumas vítimas de uso e abuso de drogas e outras formas de violência conhecidas nas estatísticas policiais e judiciais.



O que a lei determina é a municipalização da política de atendimento às crianças, e, portanto, a existência de programas comunitários e oficiais de orientação e apoio às famílias dessas crianças (art. 88 e 101 do ECA). Pergunto ao senhor secretário Bethlem, onde estão esses programas na Prefeitura? Não há. É mais fácil como disse prender “com apoio da polícia, cerca de 200 crianças, que voltam as ruas para continuarem se drogando”.



Convide, Senhor Secretário, o cidadão para visitar essas unidades de acolhimento. São clínicas de tratamento de usuários de drogas? Não. Eis ai porque as crianças não ficam. Não há tratamento, mas apenas privação de liberdade.



A lei determina a Prefeitura disponibilize programas oficiais de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos (art. 101, VI ECA). Como a Prefeitura não possui o Secretário com o apoio das demais autoridades, que deveriam estar cobrando políticas públicas condizentes e necessárias, coloca as crianças para serem perseguidas e presas pela polícia, porque, segundo entendem estão “em situação irregular”.



Ora Senhores, esse discurso está superado, e não engana mais ninguém. Vivemos numa democracia, onde todos têm direitos constitucionais assegurados na Constituição e nas leis. Crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, e, portanto, devem ser respeitados como cidadãos e não recolhidos como lixos humanos em situação irregular.



Não se pode mais tentar tampar o sol com a peneira porque quem está em situação irregular é o Senhor Prefeito que, passados 21 anos de vigência de uma lei que impõem obrigações ao poder público municipal, ainda não existem os equipamentos necessários para garantir os direitos fundamentais das crianças cariocas. Onde estão as creches para que as crianças não permaneçam perambulando pelas ruas? Onde estão as escolas de qualidade e de horário integral? Onde está a política de habitação para que a população que vive nas ruas possa viver com dignidade?



Chega a ser vergonhosa a cena onde as autoridades responsáveis pela garantia dos direitos das crianças se associem para promover ações de desrespeito aos direitos delas enquanto negligenciam nas cobranças que deveriam estar fazendo do administrador municipal que há 21 anos descumpre a lei de proteção integral á infância carioca.



A frase de efeito utilizada para justificar o aprisionamento das crianças beira as raias do ridículo. É claro que ninguém quer crianças usando drogas, mas o que está errado é deixá-las sem família, sem escolas, sem creches, sem respeito, perambulando pelas ruas sem destino por falta de equipamentos que as trate com respeito e dignidade.



O Senhor Bethlem, que há muito estava fora da mídia. Voltou recentemente, ao receber um pito em público do Prefeito por ser o mais inoperante de todos os secretários. Resolveu dar a volta por cima prendendo crianças. Escolheu mal. Melhor faria se estivesse cumprindo sua promessa de campanha de colocar à disposição dos munícipes as Escolas de Família, cursos ou programas de orientação e apoio ás famílias dessas crianças que agora ele persegue, prende e não investe na cidadania e respeito aos seus direitos.



É muito comum que saudosistas e incompetentes que não sendo capazes de fazer cumprir a leis que devem zelar e respeitar, como é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente, optem pela repristinação de leis já revogadas. Esse é o caso dessa medida anunciada de prender, com o auxílio da polícia, as crianças que precisam de tratamento médico e não de violência policial.

Fonte: recebido por e.mail









domingo, 12 de junho de 2011

"Leve o Amor"- Paulo Roberto Gaefke


O amor cabe em qualquer lugar, em qualquer hora.

No trânsito maluco das cidades, no meio da rua,

na condução espremida, no caminho de pedras.

Onde puder, leve o amor como companhia.

Faz dele a sua arma, o seu cartão de visitas.



Por isso:

ao falar, não use a língua como arma,

ao invés da crítica dolorosa, a instrução amorosa;

ao solicitar um serviço, faça-o com serenidade,

o amor, antes de mais nada é educação.



Não grite, o amor é paciente;

não se perturbe, o amor é certeza de que tudo passa;

não se angustie, o amor cria portas;

não se desespere, o amor ampara;

não se entregue, o amor é resistência;

não se isole, o amor pede companhia;

não se reprima, o amor é força;

e por ser amor, te completa,

transborda da sua alma e alcança a minha.



O amor é semente que cresce sempre,

dá flores, frutos, embeleza a vida,

sustenta a alma, toca o Criador,

que é Pai de todos, é o próprio amor.



Para onde você for, leve-o com você,

o mundo vai ganhar novas cores,

e a esperança será a certeza de dias melhores.

Dia que começa agora, transformado por você,

ser humano abençoado,

que vai amar e ser amado.




Fonte: Paulo Roberto Gaefke

sábado, 11 de junho de 2011

As crianças e os adolescentes brasileiros estão lendo mais.

Esperança



As crianças e os adolescentes brasileiros estão lendo mais.


O diagnóstico foi revelado durante o 13ª Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.


De acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes.


“A própria produção é uma comprovação de que as nossas crianças e jovens estão lendo mais”, disse Ísis Valéria Gomes, diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).


Literatura infanto-juvenil


O presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Ednilson Xavier, disse que a parte destinada à literatura infanto-juvenil já representa cerca de 15% do faturamento das lojas.


Levantamento feito em 455 livrarias de todo país mostra que as vendas do setor cresceram 9,6% em 2010 em relação ao ano anterior, refletindo a expansão da economia nacional. Ele ressaltou que a área infanto-juvenil lidera o ranking em termos de crescimento de vendas no ano passado.


Para Xavier, a tendência é que o hábito da leitura do público infanto-juvenil seja crescente. “Não tenha dúvida. Há, nesse aspecto, a constatação do mercado editorial de que os livros nessa área, a cada ano, se tornam mais atrativos”.


A ANL está elaborando pesquisa sobre o livro no orçamento familiar, que será divulgada em agosto, durante a 21ª Convenção Nacional das Livrarias.


Hábito da leitura


Na opinião de Ísis Valéria Gomes, o hábito da leitura é fundamental não só para ampliar o conhecimento mas, inclusive, para a formação da cidadania. “A criança que começa a ler desde pequena segue lendo depois. Não existe postura cidadã sem que você seja um leitor”.


Segundo ela, a criança e o jovem brasileiros são penalizados em função do analfabetismo funcional, que exclui as pessoas do conhecimento. “Mas, entre as crianças que leem, a leitura vem aumentando muito. E o consumo [de livros] também, inclusive entre os adolescentes”.


Livros eletrônicos


A diretora da FLNIJ observou que o governo federal já desonerou impostos sobre os livros eletrônicos (e-book).


Ela avaliou, porém, que, para que o livro digital chegue às camadas da população de menor poder aquisitivo, são necessárias novas ações, uma vez que esses livros são ainda muito caros, custam cerca de R$ 1,8 mil.


Ela disse, também, que é preciso garantir a qualidade dos textos impressos oferecidos ao público infanto-juvenil. “Isso é alguma coisa que precisa ser vigiada, do ponto de vista de se oferecer coisa boa aos adolescentes e às crianças”.


A experiência da Fundação German Sanchez Ruiperez, de Salamanca, na Espanha, foi apresentada durante o encontro nacional de livreiros. A instituição aposta na alfabetização digital para crianças a partir de cinco anos de idade, onde os menores convivem com o aprendizado simultâneo no computador e no livro impresso.






Fonte:http://www.livrosepessoas.com

Comportamento que deixa o cabelo em pé

Comportamento que deixa o cabelo em pé ( parte2)


Fonte: Revista Foco/Rio Bonito
Jornalista Natália Klensorgem

domingo, 29 de maio de 2011

"Sala de aula brasileira é mais indisciplinada que a média, diz estudo"

Mais de 30% dos alunos dizem que professor 'têm de esperar um longo período até que a classe se acalme' As salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de outros países avaliados em um estudo do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês). O estudo, feito com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que, no Brasil, 67% dos alunos entrevistados disseram que seus professores "nunca ou quase nunca" têm de esperar um longo período até que a classe se acalme para dar prosseguimento à aula. Entre os 66 países participantes da pesquisa, em média 72% dos alunos dizem que os professores "nunca ou quase nunca" têm de esperar que a classe se discipline. Os países asiáticos são os mais bem colocados no estudo: no Japão, no Cazaquistão, em Xangai (China) e em Hong Kong, entre 93% e 89% dos alunos disseram que as classes costumam ser disciplinadas.

Finlândia, Grécia e Argentina são os países onde, segundo percepção dos alunos, os professores têm de esperar com mais frequência para que os alunos se acalmem. O estudo foi feito com alunos na faixa dos 15 anos. Menos distúrbios. O estudo identificou que os distúrbios em sala de aula estão, em média, menores do que eram na pesquisa anterior, feita no ano 2000. "A disciplina nas escolas não deteriorou – na verdade, melhorou na maioria dos países", diz o texto da pesquisa.

"Em média, a porcentagem de estudantes que relataram que seus professores não têm de esperar muito tempo até que eles se acalmem aumentou em seis pontos percentuais." Segundo o estudo, a bagunça em sala de aula tem efeito direto sobre o rendimento dos estudantes. "Salas de aula e escolas com mais problemas de disciplina levam a menos aprendizado, já que os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes que os ensinamentos possam começar", afirma o relatório da OCDE.

"Estudantes que relatam que suas aulas são constantemente interrompidas têm performance pior do que estudantes que relatam que suas aulas têm menos interrupções." A criação desse ambiente positivo em sala de aula tem a ver, segundo a OCDE, com uma "relação positiva entre alunos e professores". Se os alunos sentem que são "levados a sério" por seus mestres, eles tendem a aprender mais e a ter uma conduta melhor, conclui o relatório. No caso do Brasil, porém, a pesquisa mostra que os estudantes contam menos com seus professores do que há dez anos. "Relações positivas entre alunos e professores não são limitadas a que os professores escutem (seus pupilos).

Na Alemanha, por exemplo, a proporção de estudantes que relatou que os professores lhe dariam ajuda extra caso necessário cresceu de 59% em 2000 a 71% em 2009", afirma o relatório. Já no Brasil essa proporção de estudantes caiu de 88% em 2000 para 78% em 2009.


Fonte: Jornal O Estado de SP - 29/05/2011"

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Elogie do jeito certo- Marcos Meier

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito
interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade,
mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas
conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram
divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é
inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver
o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada
criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o
quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu
esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até
conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho
realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à
primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram
obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem
qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças
do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não
queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B
aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos
filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam
ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.
As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória.
Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos
filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam
respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos
saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por
meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que
sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com
elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou,
você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade
apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de
você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído
como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho,
deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um
bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e
reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não
é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que
linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é
charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios
como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em
atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em
breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais,
birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido
resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos
que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois
cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de
suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura
firme e carinhosa.

* Marcos Meier é psicólogo, professor de Matemática e mestre em
Educação. Especialista na teoria da Modificabilidade Estrutural
Cognitiva de Reuven Feuerstein, em Israel. Também conhecida como
teoria da Mediação da Aprendizagem.


Fonte:recebido por e.mail

Movimento por um Brasil Literário-




Fonte:Movimento por um Brasil literário escreveu:

Entrevista com o professor Ataliba Castilho sobre o livro "Por uma Vida Melhor" - UNIVEST TV