terça-feira, 20 de outubro de 2009

"O Imponderável dos Sentimentos Humanos"- Roberto Shinyashiki


Todos falam de encantar o cliente. Isso é fundamental. Mas como encantar alguém que não conhecemos? E como conhecer alguém com quem não relacionamos?
Por que dois colegas de empresa não conseguem trabalhar cooperativamente? Por que clientes e fornecedores não são capazes de formar uma parceria que estimule o crescimento de ambos? Por que gerentes de departamentos diferentes não trabalham pelo mesmo objetivo?
Por que o amor dos pais pelos filhos não cria adultos saudáveis?Uma vez, na Índia, perguntei a Ramesh, um de meus mestres:- Por que as pessoas se machucam tanto quando se amam?Ramesh me respondeu:- Roberto, no Ocidente, vocês pensam que as pessoas se machucam porque elas são maldosas, mas, na verdade, querem somente amar e ser amadas. Elas se machucam porque são ignorantes e não sabem o que está acontecendo. Elas ficam inseguras e acabam machucando o outro para se proteger.
Esse diálogo me influenciou muito na procura do entendimento das pessoas. Para conviver bem, é preciso conhecer o outro. Às vezes, algo é dito na melhor das intenções, mas não é assim que o interlocutor escuta isso, e aí tudo vai por água a baixo.
O outro ser humano é um mistério que a maioria dos indivíduos não consegue desvendar, e esse estranho que chamamos de outro se torna fonte de sofrimentos.Cada vez mais, sucesso e felicidade estão relacionados com seres humanos. Quem paga seu salário são as pessoas - seus clientes e companheiros de trabalho -, e não exatamente seu chefe. E quem dá lucro para a empresa são as pessoas, porque são seu maior patrimônio.
Todos falam de encantar o cliente. Isso é fundamental. Mas como encantar alguém que não conhecemos? E como conhecer alguém com quem não relacionamos? O campeão tem a sensibilidade de tocar a alma das pessoas, como um poeta que nos emociona sem nunca ter visto.Há pouco tempo, num congresso, um diretor de recursos humanos, me disse: "Apesar de todos os critérios formais de nossa companhia, o que realmente pesa para aceitar um novo sócio é saber se vamos nos sentir bem almoçando com ele." Quando uma empresa se limita a pensar nos números, esquece que em qualquer negócio há um acontecimento subjetivo: um encontro de duas pessoas com percepções diferentes.
Tem gente que sabe tornar esse encontro agradável, mas outros tornam desagradável.Por mais que alguns pesquisadores distingam o caráter lógico da administração, existe o imponderável dos sentimentos humanos. Uma empresa é um agrupamento de seres com suas particularidades, e quem souber atingir a sensibilidade desses indivíduos vai conseguir transformá-los num time. A capacidade de tocar o coração das pessoas é que vai transformar a administração numa arte e o administrador num líder de verdade.

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (www.clubedoscampeoes.com.br)

domingo, 18 de outubro de 2009

Fundador da Escola Moderna

Em 13 de outubro de 1909, o educador catalão Francisco Ferrer y Guardiã foi fuzilado, acusado de ter participado da "semana trágica". A série de protestos da população de Barcelona contra a guerra da Espanha e Marrocos, que ocorreu em julho daquele ano, afetou diretamente a carreira daquele que foi o fundador da chamada "Escola Moderna", em 1901.

O livro "O Racionalismo Combatente" (Imaginário, 2003) percorre a trajetória educacional e de luta do educador. A instituição combatia todos os preconceitos que impediam a emancipação total do indivíduo, adotava o racionalismo humanista e defendia que as crianças reconhecessem a origem de todas as injustiças sociais a fim de combatê-las e se opor a elas.

No Brasil, foram abertas cerca de 20 escolas, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. O governo cassou o funcionamento destas instituições 18 anos após terem surgido. No trecho abaixo extraído do livro, Ramón Safón descreve como surgiram as Escolas Modernas, os fundamentos dessas instituições e como foi para Ferrer y Guardiã implantar um novo modelo de pedagogia à época.

Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".
*
Inauguração da Escola Moderna

Escolas laicas, escolas anticlericais, escolas anarquistas existiam, evidentemente, mantidas pela Sociedade dos livre-pensadores, pelos centros operários, pelos ateneus, mas segunda as observações de Ferrer, ele considerou que umas (as laicas e as anticlericais) professavam uma pedagogia moderada, e que as outras (aquelas dos centros operários e dos ateneus) eram demasiado marcadas política e socialmente. Denominavam-nas, por sinal, "o berço do anarquismo" e elas causavam medo, não apenas às classes superiores e intelectuais reinantes, mas particularmente à opinião pública de classe média e até mesmo popular. Elas causavam mais medo ainda porque a revolução parecia iminente.
A isso, Ferrer preferia evitar assustar os homens de boa vontade, embora conservando um objetivo revolucionário apoiando-se em novas pedagogias ligadas à evolução do progresso humano em geral, e manter o rumo para a liberação do homem.
Divulgação

Livro traz a trajetória do educador que fundou a "Escola Moderna"

No início do século, a Espanha contava com 72% de analfabetos em sua população. Em 1909 (ano do assassinato de Ferrer), 30.000 vilarejos não tinham escola. A Igreja possuía 80% do ensino privado: 294 comunidades religiosas de ensino para a educação de meninos e 910 para a educação das meninas. Só na cidade de Barcelona as escolas confessionais elevavam-se a 489, contra 137 não confessionais, estatais ou privadas, as quais acolhiam apenas 20.000 alunos sobre uma população de 60.000 crianças a escolarizar.

É nessa situação escolar que Ferrer contatará seu amigo José Prat, anarco-sindicalista e diretor da publicação libertária Natura, para comunicar-lhe sua intenção de abrir uma escola racionalista em Barcelona, a fim de combater, escreve "a religião, os falsos conceitos da propriedade, do nacionalismo, da família...". Mas se afastando dos meios anarquistas para evitar as interferências governamentais, por um lado, e, por outro, na esperança de encorajar todas as boas vontades de esquerda a juntar-se a ele. Uma grande parte da intelligentsia liberal espanhola participou, seja no Boletim da Escola Moderna, seja na constituição da Biblioteca. Pío Baroja dedicar-lhe-á seus livros, mas não deixará de verter sua cólera, posteriormente, contra Ferrer. Benito Pérez Galdós presidirá um banquete em sua homenagem e escreverá uma obra de correspondência manuscrita para uso da escola.

Mas as adesões dos intelectuais espanhóis não foram todas dessa ordem, sobretudo na época do processo de Ferrer, quando as manifestações de protesto internacional colocavam a Espanha numa situação delicada perante os países civilizados. Protestos insustentáveis para todo bom espanhol. Assim, vejamos a venenosa opinião de Unamuno no momento da execução de Ferrer:
"Enfim, fuzilaram o fantoche, o polichinelo Ferrer, mistura de louco, imbecil e criminoso, covarde e poltrão; o monomaníaco com delírios de grandeza e erostratismo, que provocou uma campanha indecente (contra a Espanha, entenda-se) de mentira e calúnias."
Isso diz muito sobre o genial filósofo. E sobre todo país que busca afogar sua própria consciência entoando o refrão nacionalista.

Para dirigir sua escola, Ferrer constituiu uma junta consultativa, a qual, entusiasmando-se com o projeto de abertura, propôs uma inauguração em grande pompa (con ostentación), voto que foi rejeitado por Ferrer (desechada por mi consciencia y voluntad), porque ele queria fazer uma inauguração discreta, sempre na esperança de não atrair os raios de seus inimigos. Ela se deu simplesmente com uma assistência composta pelas famílias dos alunos, de pessoas e personalidades interessadas, gente informada por uma nota de imprensa e... de delegados das sociedades operárias convidadas "porque (estas últimas) muito o ajudaram", indicará Ferrer. Só uma semana depois ele advertiu a imprensa local para que ela fosse ver e constatar o bom funcionamento da Escola.

O efetivo do primeiro ano, em 1901, foi de 30 alunos: 12 meninas e 18 meninos. De 1901 a 1903, o número de alunos passou de 30 a 114, progressão respeitável se levarmos em conta as adversidades tenazes que entravavam e estavam prestes a destruir a Escola. O que não tardou a se produzir, clero e Estado agarrando a oportunidade pelos cabelos.
Em contrapartida, um outro efeito da ação pedagógica de Ferrer, esta muito mais persistente, foi a edição de livros escolares publicados para uso da Escola Moderna, mas que inúmeras escolas privadas da época utilizaram: umas sessenta sociedades, centros, ateneus, federações de associações operárias. E mesmo depois, quando a Escola Moderna foi proibida pelo Estado, a utilização não cessou de ampliar-se.
Fonte:Folha online

sábado, 17 de outubro de 2009

Luís Fernando Veríssimo


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. ... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.
Luís Fernando Veríssimo

" Timidez"- Cecília Meireles


Timidez

Basta-me um pequeno gesto,

feito de longe e de leve,

para que venhas comigo

e eu para sempre te leve...



— mas só esse eu não farei.



Uma palavra caída

das montanhas dos instantes

desmancha todos os mares

e une as terras mais distantes...



— palavra que não direi.



Para que tu me adivinhes

entre os ventos taciturnos,

apago meus pensamentos,

ponho vestidos noturnos,



— que amargamente inventei.



E, enquanto não me descobres,

os mundos vão navegando

nos ares certos do tempo,

até não se sabe quando...



— e um dia me acabarei.





(Cecília Meireles)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

C&T - ciência para crianças e jovens




Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2009 - Ciência no Brasil - de 19 a 25 de outubro de 2009.
A finalidade principal da SNCT é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T), valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação.


Pretende mostrar também a importância da C&T para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país. Ela possibilita, ainda, que a população brasileira conheça e discuta os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.


As atividades que acontecem durante a SNCT são muito diversas: dias de portas abertas em instituições de pesquisa e ensino; tendas da ciência em praças públicas; feiras de ciência, concursos, oficinas e palestras; ida de cientistas às escolas; jornadas de iniciação científica; distribuição de cartilhas, encartes e livros; exibição de filmes e vídeos científicos; excursões científicas; programas em rádios e TVs; eventos que integram ciência, cultura e arte; etc.

Como participar:

Você pode participar de qualquer evento da SNCT, todos são gratuitos.

No site nacional da Semana, em sites estaduais ou em meios de comunicação da sua região, você encontrará as informações sobre os eventos que acontecem na SNCT. O site tem informações sobre as atividades e os contatos locais, além de notícias, artigos, vídeos e outros materiais. Você poderá solicitar também material de divulgação da Semana, como cartazes, folders e vídeos, para sua região ou instituição. Confira aqui o que vai acontecer na sua cidade:




Mais informações no site:http://semanact.mct.gov.br/

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A linguagem na infância


Falar bilu- bilu, falar parecendo bobo, como se dependesse disso, o entendimento da criança provoca uma reação contrária ao que se quer e diria: indesejável. A mania que tem os adultos e até mesmo os pais de falar com voz infantilizada ou com tom diferente prejudica o aprendizado e o desenvolvimento da fala na criança.
Os pais não devem falar nem fácil, nem difícil, quando nos referimos ao vocabulário, mas naturalmente para que a criança adquira tons e palavras corretas no desenvolvimento do próprio vocabulário.
Algumas crianças usam o mesmo som ou uma única palavra para coisas diferentes. Isso acontece por que o processo de aquisição da fala é gradativo. È importante saber que a criança aprende alguns fonemas com mais facilidade que outros. Aos três anos, a aquisição desses fonemas ainda está em desenvolvimento.
Portanto, é comum que ela ainda não fale todas as palavras corretamente. Durante a aquisição da linguagem e da fala, alguns problemas podem ocorrer, como por exemplo: atraso para a emissão de algumas palavras, troca de fonemas, omissão de fonemas, acréscimo de fonemas, “gagueira”, entre outros.
Em relação à gagueira e a fala rápida que as pessoas não entendem, isso pode ocorrer pela ansiedade da criança em se comunicar e não conseguir se expressar com a mesma velocidade em que pensa.
Cada criança deve ser avaliada a partir do seu contexto e das suas possibilidades. O profissional capacitado para fazer essa avaliação é o fonoaudiólogo. Ele saberá avaliar se esse processo está se desenvolvendo normalmente. Se necessário esse profissional estará encaminhando a criança para outras avaliações, como por exemplo, a avaliação audiológica ou até mesmo para um psicopedagogo, onde fará uma avaliação para ver o tipo de modalidade de aprendizagem que esta criança construiu.
O fonoaudiólogo ainda poderá orientar os pais a melhor forma de estimular a criança.
Aqui vão algumas orientações básicas:
- Não usar palavras no diminutivo quando estiver conversando com a criança.
- Se a criança falar alguma palavra errada, não repita essa palavra da forma como ela falou, mas da forma correta.
- Não se deve corrigir, brigar ou ridicularizar a criança quando fala alguma palavra errada. O melhor é repetir a palavra da maneira correta e fazer isso, de preferência, olhando para a criança de forma natural.
- Deve-se conversar com a criança nos momentos em que ela está prestando atenção, contar histórias, repetir frases simples.
- É importante também partilhar o assunto com as pessoas da casa ou com as pessoas que passam a maior parte do tempo com a criança. Todas devem ter a mesma atitude com a criança.
- Finalmente, lembrar que a estimulação e a atenção à criança são fundamentais para a aquisição da linguagem.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tempo de delicadeza



Quando eu era criança amava brincar na rua. Brinquei muito de pique esconde. Brinquei de roda, de soltar pipa, de comidinha e muitas outras coisas. Naquela época já havia certa preocupação em brincar na rua, mas com certeza ainda era tranqüilo. Eu me lembro do primeiro fogãozinho que ganhei. Era lindo! Brinquei tanto de fazer comidinha, que até hoje à culinária me fascina.
Mas houve um tempo em que tive que lutar muito. Nasci e tive que batalhar para viver. Lutei tanto que acredito que hoje a minha luta é pequena, os maiores desafios eu superei até um ano de vida.
Fui privilegiada, tive minhas irmãs ao meu lado o tempo todo. Para elas eu era uma boneca, afinal eu era tão pequena que cabia na palma da mão de minha irmã.
Fui batizada após ter alcançado o peso ideal, isso já com um ano e foi quando tirei a minha primeira foto. Na verdade esse dia foi celebrado em dobro, esse foi o meu real nascimento. A felicidade era total. Eu que nasci e fui colocada em uma caixa de sapato, cheia de algodão e com uma garrafa de água quente do lado para me aquecer, logo, logo, esperneei por um espaço maior.
Nasci em um dia onde se celebra o nascimento do menino Jesus, o Mestre dos mestres, imagina compartilhar essa data com os amigos e os inúmeros parentes. Era uma grande festa! A casa ficava quase que intransitável, de tanta gente se abraçando, pois era um momento onde todos podiam se reencontrar depois de um longo tempo sem se ver.
Falar de infância não é algo tão fácil assim. O esforço de ser fiel a um tempo que ficou para trás não é fácil.
O que me faz saber que estou sendo fiel ao que vivi, são as lembranças que ora me vêem a mente e os relatos amorosos que minha irmã conta com muito carinho e até com muita vaidade.
Tenho sonhado com bons momentos que vivi. Os amigos de infância são os amigos de rua também. Não havia distinção. Na verdade amigo era amigo. Não importava se era negro, pobre, rico, se gostava de batata frita ou não, eles eram presenças constantes.
O tempo passa e o que trazemos dessa época com certeza se traduz na pessoa que sou hoje. Acredito que amor de mãe acontece muito antes do nascimento e perdura para sempre com gestos e atitudes.
A responsabilidade que dividimos com a família, com os jovens e adultos que convivo diariamente, nos ajudam a reviver essas lembranças, que querendo ou não fazem parte de sua história de vida e que é única.
E eu sou única, na medida em que fiz as minhas escolhas e hoje traço os caminhos que percorri. Tenho família e junto dela passo os melhores momentos. Ainda não sou avó, mas acredito que em breve serei e com certeza começo um novo ciclo. Ciclo este que se renova a cada instante, pois a vida é um eterno desafio, onde não deve faltar: o amor, gestos delicados, dia de sol, natal, aniversários e chocolate! Ah! E o meu Amor...

sábado, 10 de outubro de 2009

A adoção de crianças

Num mundo onde o ato de ser criança, deixou de ser uma fase da infância dando lugar ao mundo precoce do trabalho e tem sido um momento onde o brincar tormou-se um privilégio de alguns, vejo o ato de adoção o mais generoso gesto, quando se pensa em ser solidário. Por isso, nesse mês ao qual comemoramos o dia das crianças, trago este assunto para que juntos possamos lembrar à todos que este é um meio digno de auto-ajuda e de ajuda ao próximo. Não solicito só atenção e nem piedade, solicito reflexão sobre um assunto que deveria ser dado pelos meios de comunicação mais prioridade, sendo aberto um canal de discussão constante que é: A Adoção de crianças independente do gênero, cor , raça ou idade.
Para o promotor de Justiça aposentado e especialista em adoção Wilson Donizeti Liberati, os pais precisam ficar atentos e pensar bem no porquê querem adotar.

“A criança tem o direito a uma família, não são os pais que têm direito a filhos. Uma adoção não vai resolver a situação de um casal com problemas conjugais, por exemplo”, afirma.

Quem quer adotar precisa saber que vai ter que passar e ser aprovado por uma série de análises de especialistas da Vara da Infância. Algumas pessoas têm uma dificuldade muito grande para serem avaliadas. Elas acham que o simples fato de quererem ser pais é suficiente, não aceitam as avaliações.

Se você pensou bem e está preparado, confira agora o que acontece em um processo normal de adoção:


Quem pode adotar: - Qualquer pessoa maior de 18 anos independente de seu estado civil. Os pais adotivos precisam ser no mínimo 16 anos mais velhos que o adotado.
10 passos para adotar:

1) O primeiro passo é procurar a Vara de Infância e Juventude mais perto de sua casa e entrar com um pedido de adoção. “Não é preciso advogado e é tudo de graça”, afirma o juiz Torres de Carvalho.

2) Após a entrada do pedido, você será encaminhado para o setor técnico da Vara, onde assistirá palestras de orientação sobre a documentação e os cuidados necessários.

3) Os futuros pais considerados aptos são encaminhados para entrevistas com psicólogos e assistentes sociais. Os considerados não-preparados recebem o contato de grupos de apoio para pretendentes à adoção.

4) Nas entrevistas, os pais são avaliados. Nessa fase, a casa dos adotantes também deve ser visitada por assistentes sociais.

5) O setor elabora um parecer técnico sobre as condições da futura família, que vai ao Ministério Público. O Ministério Público analisa o caso e faz o seu próprio parecer. O processo todo é encaminhado ao juiz da Vara.

6) O juiz decide se os pais estão habilitados para a adoção. Se estiverem, seu registro vai para o Cadastro Nacional de Adoção. Se não estiverem, eles podem recorrer à decisão.

7) Depois dos pais estarem devidamente cadastrados, o juiz vai ver quais crianças ele tem disponível para adoção que correspondem ao perfil especificado. “O principal cuidado é encontrar uma família que seja adequada à criança”, afirma Carvalho. Quanto menos exigências o casal fizer, mais rápida é essa fase.

8) Se os pais concordam com a sugestão do juiz, começa a fase de “aproximação”. A criança começa a ser preparada no abrigo para conhecer a família. A família são informados sobre a história da criança.

9) Os pais conhecem a criança gradativamente. Primeiro, vêem de longe. Depois, conhecem dentro de um grupo. Após algumas visitas, levam a criança para passear. Mais tarde, para dormir na casa da família. Assistentes sociais e psicólogos acompanham o processo.

10) Se tudo der certo, os pais recebem a guarda da criança por um "período de convivência”. A Vara e o abrigo acompanham tudo. Quando a nova família for considerada “estável”, a adoção é formalizada e a criança é considerada filha, com todos os direitos de um filho biológico. De acordo com o juiz, é impossível precisar o tempo que o processo leva. “Varia de casal para casal, de caso para caso”, afirma.

"A maioria quer uma criança de até três anos, branca, sem irmãos. Isso já elimina 90% do meu cadastro” "

“Mesmo entre as pessoas que têm um perfil mais aberto é difícil. Há casos de pais para quem não importa o sexo da criança, nem a idade, nem a cor e ainda assim eles têm que esperar por que geralmente ninguém quer uma criança com um histórico de violência”, afirma ele. “As crianças que vão para adoção não fizeram pré-Natal no Einstein. São crianças que foram abandonadas e estão traumatizadas.”
Para Liberati, os pais adotivos precisam estar preparados por que sua missão é “resolver o problema da criança”. “Essa criança provavelmente veio de um ambiente difícil. O trabalho dos pais será consertar isso. Não é fácil”, afirma.


Adoção dirigida

O juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho explica também que é crime de falsidade ideológica “adotar” uma criança simplesmente a registrando como se fosse sua. “Essa é uma prática que diminuiu muito devido às medidas tomadas para inibir o registro fora das maternidades, mas ainda existe. É bom lembrar que isso é crime”, afirma.
Adotar uma criança já conhecida é possível, mas precisa obedecer algumas regras. A chamada “adoção dirigida” só é permitida pelo juiz caso seja comprovado um “vínculo afetivo” entre os pais biológicos e os potenciais pais adotivos. “Por exemplo, se for um parente, um padrinho ou um amigo comprovadamente de muitos anos”, afirma.
Entrega para adoção

Quem quer entregar uma criança para adoção, por qualquer motivo, também deve procurar a Vara da Infância. “Quem não tem condições ou não quer, por qualquer motivo, criar uma criança não só pode, como deve, procurar a Vara. Lá, essa mãe vai receber todo o apoio necessário. A Vara vai tentar ajudar a situação para que a família permaneça unida, mas se isso não for possível, vai receber a criança da melhor maneira possível”, explica.

Fonte:www.o globo.com.br


" Onde você coloca o sal"

Esse texto recebi de um grande amigo. Compartilho com vocês.
***
O velho monge pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O monge sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:- Qual é o gosto?'
- Normal! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
- Não... - disse o jovem.
O monge então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:- A dor na vida de uma pessoa não muda, mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.
(Pensamento Zen-Budista)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Uma visita ao Blog “Administrando Pessoas”

Olha, acabei de ver um vídeo- “ Love for all”- da famosa marca Bjorn Borg, no blog Administrando Pessoas, que desafia a qualquer mentalidade. Para mim foi uma surpresa o final deste.
Não esperava uma atitude tão aberta e desafiadora. Bem, não vivo na Califórnia, vivo em uma cidade pequena, metida à cidade grande e ainda muito provinciana.
O desafio é lançado com originalidade, com certeza haverá muitas opiniões controversas, mas haverá também opiniões favoráveis. Não tenho conhecimento suficiente para ter uma orientação técnica sobre o assunto, isto é, será se o universo da ciência tem algo revelador para nos dizer a respeito do homossexualismo? A única coisa que tenho é o que sinto, percebo e vejo no meu pequeno mundo.
Sou contra o aborto. Sou contra a discriminação sexual. Sou contra o racismo. Sou contra a discriminação de gênero, cor e raça. Sou contra o uso de animais em laboratórios. Sou contra a injustiça. Sou contra a tourada e contra a qualquer ato desumano com os animais.
Sou preconceituosa, porque fui criada dessa forma. Mas luto todos os dias para vencer essa barreira. Sou conservadora, sou romântica, tenho opinião, sou centralizadora, sou favorável à união e sou principalmente família. E não sou hipócrita!
A nossa sociedade adora uma hipocrisia. Adora sorrir e fazer média. Adora ser deslumbrada!
Vejo o universo de forma a reconhecer que ele é muito maior do que a minha possibilidade de julgamento. Vejo que o homem cresce em busca de respostas. Mas não cresce tanto quanto deveria quando se restringe ao seu universo para julgar o “comportamento” do outro. Isso é perda de tempo.
Você já parou para pensar que o seu último desejo antes de morrer, será realizado por outra pessoa e que na verdade você não irá desfrutá-lo?
Você já parou para pensar que de repente, esse desejo represente tudo aquilo que você queria, mas não teve “peito” para assumir?
Eu tenho pensado sobre isso... Quantas pessoas detestam o seu trabalho e não saem por medo.
Quantas pessoas que só querem ter uma família, o seu projeto de vida é este, e não se realizam porque a sociedade te convence o tempo todo que o melhor indivíduo é aquele que se encontra no mercado de trabalho e de preferência no topo. “Essa afirmação “me fez lembrar tal programa chamado” O APRENDIZ”. Pior que o modelo deste é o apresentador ( esse é o tipo de perda de tempo nada recomendável e nada eficaz!) Eu fico a imaginar como uma pessoa inteligente (bem todos nós somos inteligentes!), pode se oferecer para tanto. Este é de uma arrogância e prepotência, que mesmo sendo de fachada me incomoda.
Bem, alguns dirão, então este cumpriu o seu papel. Não acredito! Ali há uma enorme exposição de ego, que só não é maior que os comerciais dos intervalos, porque não podem ser.
Eu sou avessa a comerciais. A maioria dele deveria ser banida. Para mim este é um meio promissor à apatia, a intolerância e ao desrespeito ao ser humano. Vende-se o tempo todo gato por lebre.
O meu universo ainda é poético. Preciso de livros. Necessito sempre com urgência da escrita para dizer o quanto posso ser melhor e de preferência estudando, criando e trabalhando. Fico satisfeita quando ouço um noticiário e fico sabendo que alguém descobriu a cura de uma doença grave e ou escreveu um novo livro. Como isso me faz feliz!
A vida é assim. Você vive por ela e com ela, criando, reinventando, fazendo e desfazendo os equívocos a todo tempo. Não existe a pergunta respondida, que não mereça ser revisitada. Nada é definitivo!
Tenho certeza que se fosse pra existir algo “definitivo”, este seria o homem, como não é...
Coloque-se sempre no presente. Coloque amor e originalidade em tudo. Se for possível, pense grande, mas com responsabilidade. Sonhe, sonhe muito... Não há nada melhor do que acreditar em si mesmo. Ame, ame muito, pois só assim a sua vida terá valido a pena. E nunca desista! Amanhã é um novo dia e tudo se renova.